Sun 3

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Sete Minutos Depois da Meia-Noite

Conor é uma criança de 13 anos, vive com a sua mãe que está gravemente doente com cancro. É então, que um estranho 'monstro' o  começa a visitar todas as noites. A mãe vai piorando, e a avó vem morar com eles temporariamente, o que para Conor é um desastre. 

Uma excelente leitura sem dúvida, o autor inteirou-se bem da situação e maneira de reagir do jovem Conor, pois quando a vida da nossa mãe está a terminar é exatamente assim que se reage, é exatamente assim que a pessoa se sente, é exatamente assim que julgamos que a culpa é nossa, pois achamos que poderíamos ter feito mais.
A escrita é simples, sem uma única descrição, e focada somente em Conor e no 'monstro'. Não fiquei deslumbrada, mas gostei bastante da maneira como o autor conduziu a narrativa. A história é basicamente 'psicológica', pois Conor está em negação , por isso é visitado pelo tal 'monstro'.
O final não foi surpresa, assim como também não houve ponto 'alto' na história. De qualquer maneira, gostei muito, achei que o autor tratou o assunto com o devido 'respeito' ao contrário de João Verde, que fez d' A culpa é das Estrelas, uma 'palhaçada' desrespeitosa a todas as vítimas de cancro e respetivas famílias.
Daria 4 estrelas.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Merlin - Os anos perdidos

Um rapazinho enfezado e uma linda mulher, dão à costa de uma pequena vila no País de Gales, onde ficam durante 5 anos. O rapaz Emrys, perdeu a memória por completo, pergunta a sua mãe de onde vieram, o que faziam, mas essas perguntas nunca foram respondidas. Devido à sua fraca figura, Emrys era vítima dos rapazes da vila, até que um dia, consegue não se sabe como, incendiar um dos rufias lá do sítio, arrependido, tentou salvá-lo mas perdeu a visão. Mais uma vez perguntou a sua mãe, sobre os seus poderes, mais uma vez não obteve resposta.
Decide então partir, descobrir as suas origens. Faz uma jangada, navega rio fora, e vai ter a uma ilha mágica, Fincayra, um local cheio de mistério, cheio de criaturas estranhas e com o tal Castelo Amortalhado, um castelo Negro, que roda sobre si mesmo. Aqui vai descobrir tudo sobre o seu passado, sobre a sua vida, vai ter de cumprir uma profecia.....

Mais uma leitura excelente, um tanto ao estilo de Tolkien. O autor conta-nos a sua teoria sobre as origens de Merlin que é obviamente Emrys. A associação de Dagda e Tuatha (deuses da mitologia Irlandesa ) com uma mulher humana, foi extraordinariamente bem feita , assim se deu forma a um dos maiores magos druidas de todos os tempos Merlin.  O vocabulário é simples, mas a estrutura da história está muito bem concebida. Gostei muito, daria 4,5 estrelas, porque é o primeiro da série.
                                                         

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

ENDGAME

12 meteoros caem por todo o mundo. Há alguns mortos , feridos, e muitos estragos, mas eles sabem, Endgame começou. 12 jovens de doze civilizações antigas, estão prontos para jogar, foram treinados, são assassinos implacáveis. Mu, Harrapeanos, Minoicos, Sumérios, Cahokianos, Celtas.....só um pode vencer, tem de se apoderar das 3 chaves, e salvar somente a sua nação, o resto do mundo irá desaparecer.
Os 12 jovens têm que resolver vários enigmas, espalhados pelo percurso, ou implantados no seu cérebro pelos 'criadores'. 

Um livro excelente, muito bem estruturado, e nada parecido com Hunger Games. Estamos perante um livro de FC, não um distópico. A história leva-nos a diversas partes do mundo, leva-nos a conhecer civilizações que realmente existiram e que nós desconhecemos. Um livro muito inteligente, cheio de ação e cheio de enigmas. Os capítulos são curtos, o que torna a leitura fácil de acompanhar. A história  é cativante, pois fala dos nossos 'criadores', e de como fomos 'criados', o final deste primeiro livro foi brutal, chocante.  Sem dúvida um livro a não perder para os apreciadores de FC e história antiga. Vou acompanhar a trilogia. 4,5 estrelas por ser o 1º (senão seriam as 5).

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Os Olhos do Dragão

O mago da corte de Delain, Flagg, decide que agora, depois de quatrocentos anos de espera é a sua vez de governar. Para isso cria um plano para matar o velho rei e incriminar seu filho mais velho, Peter, deixando o trono para o mais novo, Thomas, que podia ser facilmente controlado pelo mago. Peter é incriminado e condenado a passar o resto dos dias na Agulha, onde a única coisa que ele pode fazer é planear sua fuga e uma maneira de punir o verdadeiro culpado pela morte de seu pai. 

Esta história nada tem que ver com os romances de terror a que estamos habituados, é uma história fantástica, escrita para um público jovem, diria mesmo infantil. Lê-se bem, os capítulos são curtos, mas para ser sincera não achei nada de excecional. 3 estrelas pela escrita.

Os Luminares

Estamos a 27 de Janeiro de 1866,  Walter Moody acaba de descer do navio Godspeed, a bordo do qual viajara da Inglaterra até à costa oeste da Nova Zelândia, imbuído do sonho de tomar parte na corrida do ouro na cidade de Hokitika. Ao chegar, Moody, ainda abalado pela estranha visão de um fantasma a bordo do navio, hospeda-se no Crown Hotel, no qual, sem seu conhecimento prévio, doze homens da localidade participam de uma reunião secreta. Trata-se de uma amostra incomum de indivíduos, entre os quais encontram-se um irlandês, um escocês, um Maori, um judeu, um francês, dois chineses: “Everyone’s from somewhere else.” Temos homens com as mais diversas ocupações, desde um banqueiro até um traficante de ópio: todos, porém, embrutecidos pelas disputas na cidade. Ao entrar, por acaso, no salão em que esse curioso grupo encontra reunido, Moody  percebe que interrompera uma reunião de algum tipo, e os doze homens parecem  comportar-se com uma indiferença calculada.

A partir desse momento, começa a  desenrolar-se a história, à medida que cada um dos homens toma a narrativa para relatar  a sua perspectiva. Quanto a estranhos acontecimentos sucedidos na cidade, nas duas semanas anteriores: a morte de um ex-garimpeiro em uma cabana remota; o colapso, na estrada principal, da prostituta Anna Wetherall, devido a uma overdose de ópio; o desaparecimento de um dos homens mais ricos da localidade; a descoberta de uma fortuna em ouro, em um esconderijo improvável; a chantagem de um político; a venda suspeita de um lote de terra. Temos, ainda, a chegada inesperada, na cidade, de uma mulher de reputação duvidosa, que diz ser esposa do falecido garimpeiro, e está, de uma forma obscura, relacionada a um homem talvez chamado Francis Carver. Para piorar, todos na reunião são unânimes em afirmar que Carver é um vilão.
A escritora utiliza múltiplos narradores: doze homens nada confiáveis, que se interrompem uns aos outros a todo momento. Quando  começamos a unir as peças desse puzzle, a autora inicia a segunda parte da história, quando cada um dos homens, à sua maneira, tenta encobrir seus próprios rastros, três semanas após essa reunião secreta.
Cada uma das 12 partes do romance é precedida por um mapa astrológico que determina os eventos que terão lugar naquele período. Nesse mapa, é indicado, na data dos eventos tratados naquela parte, o planeta que estava em cada uma das 12 casas do zodíaco (que correspondem a cada um dos 12 homens reunidos no Hotel). Há, logo no início do livro, uma “tabela de personagens”, na qual são indicados os 12 indivíduos “estelares” (associados a cada um dos signos do zodíaco), bem como é apontado um local para cada uma das casas astrológicas: por exemplo, Áries na terceira casa representaria o personagem caçador em uma relação de amizade e/ou conversa com alguém. Há, ainda, sete personagens “planetários”, que giram e mudam de lugar, mês a mês, pelo mapa astral. Cada capítulo tem como título um posicionamento astrológico. O capítulo intitulado “Vénus em Capricórnio”, por exemplo, aborda um diálogo entre a personagem correspondente a Vénus, e o personagem correspondente a Capricórnio.
Um livro excelente, como podem constatar, embora a autora tenha deixado muitas 'pontas' soltas, propositadamente, para o leitor ser induzido a tirar as suas próprias conclusões. Sem dúvida uma grande leitura. Não vou dizer que adorei, mas gostei da maneira original com que foi escrita. 5 estrelas .

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

The Truth is a Cave in the Black Mountain


Uma história sobre a família e sobre vingança. Um homem pequeno, (anão) procura Calum McInnes, pois quer ir à montanha negra e trazer ouro, e só McInnes sabe o caminho. Ao princípio o guia diz-lhe que não, que a montanha é maldita, mas o anão convence-o , diz-lhe que lhe dá uma parte do ouro, e lá vão. No caminho, o anão diz ao guia que a filha mais nova morreu, que foi encontrada morta num bosque, com o cabelo amarrado a uma árvore....

Não posso dizer mais...
Mais um conto  brilhante (neste caso bastante escuro e macabro) de Gaiman. Este conto é ilustrado, eu não tenho o livro físico, li no kindle.O autor  escreve este conto e não diz o nome do anão. 10 estrelas, foi no mínimo Macabramente brilhante.

O Deserto dos Tártaros

Giovanni Drogo inicia uma nova etapa da sua vida, foi destacado para a fortaleza Bastiani. Quando lá chega, verifica que é um sítio isolado e a fortaleza não é mais do que um caco velho, onde nada se passa.
Desorientado, fala com o seu superior e pensa em ir-se embora. O oficial diz-lhe que é possível, mas tem de esperar 3 meses pelo menos. Drogo, assim faz, fica por lá 3 meses, e esses 3 meses vão transformar-se em 30 anos.
O livro é essencialmente sobre as motivações do ser humano, e das imprevisões do nosso futuro. Como se passam 30 anos , num lugar onde nada se passa, onde nada acontece.

A história é uma dissertação filosófica sobre o propósito e os objetivos da vida e das nossas ações. O que leva um ser humano a passar 30 anos num lugar onde supostamente nada acontece. A escrita está muito bem desenvolvida e correta, lê-se  por isso, bastante bem.Pessoalmente não gosto deste género de dissertação, visto que a minha educação e preferência 'filosófica' responde a todas estas questões de uma forma muito simples, quase infantil mesmo. 3 estrelas, pela forma da escrita, que é muito boa mas  não excelente.