Sun 3

sábado, 9 de maio de 2015

Cada Dia é Um Milagre

Depois do suicídio da sua mulher, o doutor Kurt Krausman decide viajar até às Comores com o seu amigo Hans.São intercetados por um barco de piratas ao largo da costa do Sudão, e feitos prisioneiros. A sua esperança de sairem de África vivos, é quase nula. São espancados, maltratados e torturados, pelo caminho encontram um francês em iguais circunstâncias. Será que algum deles sairá dali vivo??? 

Sem dúvida uma excelente história,os personagens vão viver na pele, as realidades de África, realidades de um mundo que eles desconheciam que existia. África é aqui retratada com o seu explendor; mágica e ao mesmo tempo selvagem, com vida própria. A escrita é magnífica, assim como as descrições, diálogos e narrativa.Os personagens são uma completa revelação, está implícita uma crítica, de que todos nós, podemos ser capazes de quase tudo. O fim, porém , foi algo de previsível, não deixava muitas hipóteses em aberto. Não gostei da forma um tanto apressada, de como Kurt esqueceu a esposa. Também não gostei da volta de Kurt a África, parece um tanto cliché, voltar por causa de uma mulher a um sítio do qual sobreviveu e onde o seu melhor amigo foi selvaticamente assassinado.Será África um continente superior aos outros??? O autor repetia a frase 'isto é África', como se fosse permitido agir de maneira selvagem, o leitor (eu) fica muito mal impressionado com a imagem daquele continente. Por isto 4.60 estrelas.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Slated- Reiniciada

Ano 2048- Algures em Inglaterra, perto de Londres

Kyla Davis, tem 16 anos, foi Reiniciada, ou seja, cometeu algo errado e foi-lhe dada a oportunidade de recomeçar um nova vida numa nova familia. Essa nova família tem o pai, a mãe e uma irmã mais velha, Amy, também Reiniciada. Kyla tem memória fotográfica, tem pesadelos e flashes da sua vida anterior, é por isso diferente. Tem que ter cuidado, ou não lhe será dada nova oportunidade. O pai faz demasiadas perguntas, nunca está em casa, e sabe  tudo o que acontece, mesmo quando não está no local e quando não há comunicação possível. A mãe tenta ajudar, mas parece que está sempre um passo à frente dos acontecimentos, Amy a irmã mais velha é de raça negra e ajuda Kyla no que pode. Mas Kyla não confia em ninguém, a sua intuição assim o dita. As pessoas que a prejudicam são levadas, desaparecem...porquê???

Uma excelente  leitura, a escrita é simples mas bem delineada, e a estrutura muito bem definida. O suspense é constante, pois Kyla é uma personagem muito complexa. A personagem principal faz uma progressão sucessiva, e no auge da história, a autora levanta um pouco do véu e termina a 1º parte. 4.80 estrelas.

O Estranhão 2


Mais uma aventura hilariante do Estranhão. Desta vez ele apaixona-se por uma rapariga mais velha que ele, e as coisas não correm bem. Por outro lado, entra um aluno novo para a turma, que ainda consegue ser mais baixo que ele Estranhão, o novo garoto fica logo com a alcunha de tapa-vistas. LooooooooooooooL.

Outra aventura ou desventura, do nosso amigo Estranhão, com uma escrita magnífica, Álvaro Magalhães foca os aspectos do nosso quotidiano, da nossa sociedade e da nossa Educação. leitura recomendada para todos, pais e filhos. 5 estrelas.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

All The Light We Cannot See


Paris 1940

2º Guerra Mundial, duas crianças, dois inimigos, que a guerra acaba por juntar. Marie-Laure vive com o pai em Paris, onde este ocupa o cargo de serralheiro do Museu de História Natural.Por causa do território ocupado, é confiado a Daniel (pai de Marie-Laure), um diamante raro e valioso, que este deverá esconder até ao final da guerra. 

Alemanha 1940

Werner e sua irmã Jutta, vivem num orfanato em Zollverein.Dotado de uma inteligência invulgar, Werner é um génio em electrónica, monta e desmonta rádios com uma perícia de génio. Chamado para reparar um rádio em casa de um oficial alemão, é elogiado pelo mesmo, que lhe arranja de imediato uma viagem até Berlim para se especializar em Ciências Electrónicas. 
Ajuda ao leitor...Werner é um rapaz com o cabelo louro-branco, ou seja, é Albino.


Opinião: Um livro extremamente bem estruturado, muito descritivo, lento e aborrecido. Os capítulos são curtos, temos a versão de Werner e a de Marie-Laure, mas falta-lhe 'alma'. Dá a impressão que estamos a ler um relatório, não uma história de guerra. Se eu fizesse um resumo da história, todos vós, porventura, iriam a correr comprar o livro, pois a sinopse é fabulosa, mas falta-lhe qualquer coisa, não sei bem o quê. O autor não relata a guerra nem as atrocidades, fala simplesmente das pessoas e das suas desventuras, com um final trágico e triste. Não vou dizer mais, não consegui sentir uma única emoção, ao contrário do Book Thief.  3 estrelas pela escrita.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

O Complexo dos Assassinos

Meadow, uma jovem de 16 anos foi treinada pelo pai, para ser uma assassina implacável. Depois da 'Queda', todos os cuidados são poucos, há que sobreviver. Só se sobrevive matando. Meadow, a irmã mais nova Peri, o irmão mais velho Koi, e o pai moram numa barca, nos Baixios. Está na hora de Meadow apanhar o comboio e escolher uma profissão, se chegar à sala da Iniciativa, terá de matar para o conseguir, e claro ...consegue.

Quem lê a sinopse, porventura acha que será uma excelente leitura,vamos então tentar começar, o que foi a 'Queda', como aconteceu? O que é a Iniciativa, como apareceu, o que faz, quem a controla????? O que são os Programados???? Para que serve o complexo dos assassinos??? Para matar, claro, mas matar quem???? A autora tem um ritmo rápido de escrita sem dúvida, mortos não faltam, mas as ruas estão cheias de mortos do quê??? Não há doenças, foram erradicadas do corpo humano, então eles morrem de quê??? estamos a falar de centenas de mortos, não de 2 ou 3.
Meadow, como já disse é uma assassina nata, lá consegue um emprego que dura..pouco tempo, pois a autora não define a linha temporal, continuando, Meadow salva Zephyr, um programado que tentou o  suicídio, logo ali à frente há um hospital....mas oh gloria in excelsis, ninguém os mata em plena rua, fabuloso, só o facto de Meadow pedir ajuda para alguém que está moribundo, valia-lhe um tiro na cabeça, mas não, ninguém vê, pelo contrário, Zephyr é um Essencial?!!!! Pois bem ficam os dois perdidos de amor, os dois assassinos natos, qual deles o melhor ou pior. Zephyr, tem um treco e diz, ah e tal vou matar a mulher dos meus sonhos, a Meadow, e lá vai na sua aventura e quase mata a pobre desgraçada assassina. 
Zephyr está programado para matar, mas...enganou-se na pessoa, afinal não era Meadow que ele tinha de abater, era outra pessoa,mas quem?? não sabemos, Zephyr tem um erro de 'programação', tem que ser eliminado, mas, continuam os dois 'apaixonados', Meadow quase morreu às suas mãos mas ainda assim, é o amor da sua vida..ela vai ter de o matar, pois ele vai acabar por matá-la a ela, perceberam??? A obra está mal estruturada, parece que os assuntos andam por ali a 'flutuar'. Achei desrespeitosa a maneira como a autora abordou o tema dos 'mortos espalhados pelas ruas', deu a sensação que eram 'coisas' e não pessoas.Esta escritora precisava talvez de pôr ordem nas ideias, dá a impressão que é totalmente desorganizada.
Não me vou alongar mais, já perdi aqui muito tempo. 1 estrela.

domingo, 26 de abril de 2015

A Dama Pé de Cabra

D. Diogo Biscaia, um nobre cavaleiro cristão, enfeitiça-se por uma linda donzela que encontra pelo caminho. Este oferece-lhe o 'mundo' para ela o acompanhar,mas a dama só lhe pede uma coisa...para nunca mais fazer o sinal da cruz, D. Diogo diz que sim, jura até, e lá vão eles para o castelo. 

Uma lenda célebre da nossa história, magníficamente contada por Alexandre Herculano.Acho que toda a gente a conhece, resolvi relê-la nesta versão de Herculano, pois gosto de recolher dados históricos e 'pontas soltas' da história. Toda a lenda tem uma verdade escondida. Gostei muito. 5 estrelas.

O Estranhão

Frederico Sá é um rapaz de 11 anos e tem um QI acima da média. Como é hábito, é pouco popular na escola, todos os colegas o olham de maneira estranha. Mesmo em casa é considerado estranho, a sua irmã até o acha 'estranhão', e foi assim que nasceu a  alcunha.

Com uma escrita magnífica e hilariante, Álvaro Magalhães, cria um personagem de 'elite' o Estranhão. Um livro que tenho sempre por perto, pois num dia em que não apetece ler, num dia em que tudo corre mal,num dia escuro como hoje, pego no estranhão e logo fico bem disposta. Aqui dentro, podemos rir-nos a valer, com Fred Sá,  os seus problemas diários, e as suas invenções mirabolantes. Gostei muito , a escrita é de excelência. 5 estrelas.