Sun 3

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Roof Toppers

Algures no  canal da Mancha, dá-se um naufrágio, o queen mary afunda com quase todos os passageiros, o sobrevivente Charles Maxim, vê um estojo de violoncelo a boiar na água e puxa-o para si, tem uma bébe lá dentro.

Sophie cresce saudávelmente com Charles, vivem numa casa de estilo victoriano, nos arredores de Londres.Têm uma existência feliz e peculiar. Até que um dia Sophie faz 12 anos e a assistência social informa, que vai tirá-la a Charles. Nesse dia Sophie descobre que dentro do estojo do violoncelo está uma morada, a de sua mãe, diz ela, pois Sophie sabe que um dia a encontrará.

Sem outra saída, os dois fazem uma pequena mala e partem para Paris, pois a morada que consta dentro do violoncelo é de lá.

Uma narrativa de Excelência, uma história maravilhosa que nos leva às ruas ( e aos telhados) de Paris. Uma abordagem de tema extremamente original, muitíssimo bem estruturada, com uma evolução e caracterização de personagens fascinante. A escrita é maravilhosa, tudo aqui é maravilhoso. 5 estrelas  

Incarnate

Ana fez 18 anos, é posta fora de casa pois é uma sem-alma. Não tem memória das vidas passadas, não sabe fazer nada, não conhece ninguém, ao contrário dos habitantes de Coração, que são almas milenares e têm memória das vidas passadas.Ana tem de procurar a sua identidade, por que é que nasceu sem memória. No caminho encontra um jovem, Sam, que a ajuda a chegar a Coração, caso contrário não conseguirá lá entrar pois o leitor não reconhece a sua frequência de alma.

Coração tem um milhão de almas, uma muralha 'viva', e tem ataques frequentes de dragões e silfos.

Uma leitura deveras interessante, pois a autora mistura FC, com antiguidade. O tema é algo complexo, reencarnação,mas foi muito bem conduzido, com uma escrita de grande qualidade. A evolução foi um pouco lenta, contudo o factor suspense, está sempre presente. Foi a 1º vez que li algo neste género, computadores, lasers e ..dragões. Parece que não faz muito sentido, mas foi muito bem explorado, com um final espetacular. 4 estrelas 

Day Four - Os Quatro


Beautiful Dreamer, um navio de cruzeiro para a classe menos abastada, está a 2 dias de terminar a viagem e dirige-se a Miami. De repente, fica parado no golfo de México, sem aparente razão...não há energia, portanto todas as comunicações são impossíveis. Tripulantes e passageiros, estão privados do mundo.

A bordo do navio viaja Celine del Ray, uma medium intrujona, que ganha a vida, supostamente, a enganar um grupo de crédulos, que dá pelo nome de 'Amigos'. Atrás dela veio Xavier Smith, repórter freelancer, que quer à força desmascará-la. Celine afirma que Bobby Small( uma das crianças aberrantes do livro 'Os Três') e sua mãe, estão ambos vivos. O pânico começa a instalar-se, e no meio da confusão, matam uma jovem mulher. Alguns tripulantes e passageiros, começam a ver uma criança, um rapazinho...mas algo está muito errado, mesmo muito errado, Celine, a supostamente 'intrujona', começa a tentar ajudar os passageiros e faz revelações que seriam impossíveis de saber....

Mais uma grande leitura, muito bem estruturada e conduzida, a escrita é algo complexa, já para não falar da história. Os personagens vão evoluindo e a trama complica-se, numa atmosfera, no mínimo macabra. Uma aventura alucinante e bizarra, e quando por fim, parece que tudo voltou ao normal, não voltou, ainda ficou pior, o grand Finale, é qualquer coisa de ATERRADOR. 5 estrelas.

O Que Aprendemos Com Os Gatos

Uma breve história da 'domesticação' dos gatos, de como eles eram selvagens e resolveram depois ocupar um lugar entre os humanos. A autora alterna com o agora e com o antes, conduzindo bem a história e dando pormenores importantes do comportamento do gato. 

Baseando-se na sua experiência pessoal, o livro fala de 1/2 gatos, não entendi o porquê de ela por vezes falar do Tris e da Tras, e por vezes falar só de um, o TrisTras.
Como disse anteriormente, ela aponta pormenores muito interessantes, focando somente o comportamento do gato, deixando de fora o elo criado entre o gato e o dono. Não refere o como o porquê do gato escolher determinada pessoa como dona/o e do ritual que eles realizam quando o fazem. Achei que foi um ponto que deveria ter sido desenvolvido, e por escolha da autora nem sequer foi mencionado. No entanto gostei muito da escrita, da história, e do que aprendi com este pequeno livro. 4 estrelas.

domingo, 31 de maio de 2015

Maus


A história de um judeu polaco durante a 2º grande guerra. Novela gráfica, nome 'bonito' para história em quadradinhos ou BD. Os personagens são retratados como 'animais', sendo os judeus ratos , os soldados porcos, Hitler é o gato e os franceses são sapos. Não traz nada de novo, é mais um retrato dos abusos aos judeus. A escrita é simples, e tive muita dificuldade em perceber as falas do pai de Artie, pois sendo ele polaco e contando a história em inglês dos E.U. falava mal o inglês e o tradutor traduziu à letra essas dificuldades. 

Achei a história mal estruturada, mal contada,  pois no decorrer da narrativa, o autor ocultou certos pormenores da vida de seu pai, que surgiram mais tarde e por isso fora de tempo/espaço temporal. Não gosto quando os autores retratam as pessoas como animais. 2 estrelas

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Splintered

Alyssa Gardner, uma jovem de 16 anos aparenta ser normal, mas não o é, pois consegue perceber a linguagem das plantas e dos insectos. Alyssa, ouve vozes também, vozes que a ajudam, vozes que lhe explicam que está 'amaldiçoada', pois é descendente de Alice Liddell, essa mesmo, a que caiu dentro do buraco do coelho e foi parar à Wonderland. Todas as mulheres descendentes de Alice foram amaldiçoadas, cabe a Alyssa descobrir o portal e quebrar a maldição....será que é assim ou talvez não??!!

Uma história arrepiante, no mínimo, com contornos góticos e macabros à mistura. Apesar de ser um YA, a autora brinda-nos com uma excelente narrativa, tendo como pano de fundo a Wonderland de L. Carroll. Numa visão absolutamente fascinante, a autora conta a sua versão de Wonderland, e  quem  Alice era, verdadeiramente. A trama é bastante complexa, assim como o vocabulário utilizado. Estamos perante uma excelência de escrita e de narração. Com twists permanentes, o leitor, nunca sabe o que vai acontecer. Aqui tudo faz sentido, apesar de ser um mundo fantástico e assustador. Os personagens são originais e viciantes. A trama sucede-se e progride a um ritmo alucinante, deixando o leitor de 'boca aberta', com o aparente final. Não posso adiantar mais nada da história, pois seria estragar a surpresa. 5 estrelas.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A Espada de Shannara

Depois das Grandes Guerras do Passado, o mundo foi destruído. O meio elfo Shea Ohmsford, herdeiro da casa de Shannara, sem o saber, é a única alternativa para salvar o mundo da ameaça do Lorde Feiticeiro. Depois da visita de Allanon, a vida de Shea e do seu meio-irmão Flick muda completamente. 

Iniciam assim uma viagem através do mundo, em busca da espada mágica de Shannara, a eles juntam-se uns quantos anões, dois elfos da casa Evandine e alguns humanos. 

Um livro que não traz nada de original, pareceu-me que estava a reler um parente pobre do Hobbit. Uma estrutura básica, um vocabulário desadequado para um épico,com frases como : 'anos-luz'...então no tempo dos elfos já sabiam a velocidade da luz??? A narrativa é muito muito aborrecida, pois mais de metade do livro é a viagem dos personagens através das terras, onde nada ou pouco acontece.
O objetivo da história é revelado logo de início, e até no título do livro, ou seja; deitar a mão à espada mágica, portanto o factor suspense ficou na gaveta do autor.
O desenvolvimento da história é lento quase nulo, assim como o dos personagens, no entanto, algumas passagens e a forma simples da escrita são agradáveia de ler. 
2.50 estrelas.