Sun 3

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Os 100

Depois de uma guerra nuclear, o planeta Terra fica desvastado, sem condições para a raça humana. Os sobreviventes estão numa estação espacial na orbita da Terra. Cem anos passaram, alguns infractores da estação espacial vão ser enviados para a Terra, como castigo. Não sabem o que vão encontrar.

O livro tem 4 narradores, a autora não respeita a ordem inicial dos mesmos. É uma leitura muito aborrecida e sobretudo confusa, o presente alterna com o passado, os nomes são muito parecidos ( a autora só usa sobrenomes, torna-se difícil saber quem é quem), e o leitor perde o interesse com tanto nome e  cenas do passado que não encaixam bem na narrativa. Os pensamentos e ações dos personagens são lamechas e infantis. Não há nada de original na história, e o ritmo da ação é muito lento. Está mal estruturado, não desenvolve, os personagens não evoluem. Mais parece um romance amoroso, com o espaço e uma Terra desvastada  como pano de fundo. As descrições são inesxistentes ou pobremente elaboradas. 2 estrelas.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

The Orphan Queen


Wilhelmina e os outros jovens nobres de Aecor refugiam-se num velho palácio em ruínas, Patrik o mais velho, e filho do general Lien está encarregue da sua segurança. Todos procuram vingança, pois as suas famílias foram mortas e as suas casas tomadas pelo reino Indigo. O pai de Wilhelmina, o rei de Aecor, deixava os súbditos usar magia mas o uso desta, alegadamente deixava um rasto...o espectro tóxico, que agora ameaçava os reinos circundantes, tomava formas de  animais e matava. Patrik e o grupo elaborou um plano, Wilhelmina  e Melanie, iriam passar por nobres de um reino recentemente atacado por espectros, e entrar no palácio do reino de Indigo em Skyvale. O que ninguém sabia é que Wil usava magia....

Uma excelente leitura, com uma história mais uma vez original e muito bem escrita. Jodi Meadows, prova o seu  valor como de contadora de histórias. Tendo como cenário os orfãos de um reino perdido,  a autora cria um mundo Fantástico cheio de seres mágicos e mortíferos, que ameaçam os habitantes. Os jovens são dotados de talentos vários, como : roubo, falsificação, luta com inúmeras armas, e uso de magia. De início não entrei bem na história, mas no decorrer da mesma, o plot foi-se intensificando a um ritmo rápido e as surpresas sucederam-se. A autora conduziu muito bem a narrativa e não terminou a história, 1 ano de espera :( 4.70 estrelas 

Half a War

Continuando o livro anterior, os guerreiros preparam-se para a guerra, vão finalmente destronar o Rei Supremo. A raínha Laithlin, o seu marido, o rei Uthil, e Yarvi (o seu filho aleijado, lembram-se?) agora conselheiro de sua mãe e com plenos poderes, aliam-se ao rei assassino Grom-Gil- Gorm, o Quebrador de espadas e Criador de orfãos. Mandam emissários para tentar encontrar aliados, mas só a sobrinha se Laithlin, Skara, se mostra disposta a juntar-se à causa, pois toda a sua família foi também vítima do Rei Supremo. Têm agora uma nova ameaça pela frente, o Adorador da Morte; Bright Yilling, que destrói tudo por onde passa, semeando o caos e a miséria, matou também Brand, o marido da guerreira Thorn Batu.

Uthil e Gorm, têm cerca de 2.000 guerreiros, o Rei Supremo tem cerca de 20.000. Mas nem tudo está perdido...a bruxa Skifr, faz uma visita a Yarvi, também quer vingança, e mostra aos guerreiros uma arma élfica....Strokom a cidade élfica em ruínas é a próxima paragem..

Uma grande leitura, Abercrombie, fechou (ou não) esta trilogia com chave de ouro. A estrura da obra é magnífica e os diálogos são surpreendentes. Um plot com muitas surpreses e a constante evolução dos personagens, fazem deste livro uma excelente leitura, pleno de humor, mesmo em situações de brutalidade, e dão um cunho muito original à escrita de Abercrombie. 5 estrelas

Habibi - graphic novel

Esta é a história de Dodola e Zam, dois escravos fugitivos cujo caminho é partilhado durante 9 anos e que depois se separa. Assumem novas identidades e novos corpos, têm que sobreviver. Vivenciam situações de extrema brutalidade e miséria humana, algumas das situaões são simultâneamente tiradas do Corão e comparadas com as situações dos personagens, mostrando assim a realidade do mundo muçulmano.


Uma boa leitura sem dúvida e com ilustrações fantásticas. Achei  algumas partes um pouco confusas, pois as imagens e a informação, não são lineares, andam para trás no tempo e o leitor fica por vezes perdido no meio de tanta informação, sendo o livro uma GN. A crítica ao islão é visível e chocante, as partes das violações e mutilações são horrorosas, mas ainda assim, é um livro com uma história fantástica e realista, uma excelente aquisição. 4 estrelas.

sábado, 18 de julho de 2015

Febre


A jovem cientista britânica, Erica Stroud-Jones, prepara os últimos apontamentos para a conferência do dia seguinte, vai revelar numa conferência em Amsterdam, uma descoberta maravilhosa. Mas essa descoberta não é revelada, Stroud-Jones desaparece. Entretanto, um voo da KLM aterra em Amsterdam também, um dos passageiros transporta uma pequena caixa de comida, com algo que obviamente não é comida, mas mata. No dia seguinte as pessoas começam a adoecer, acabando algumas por morrer...uma história essencialmente sobre Vingança.

Uma excelente leitura, cada página virada é uma surpresa. O autor alterna a história presente, com o passado. Com uma excelente estrutura, a história desenrola-se a um bom ritmo sendo retratado, mais uma vez, a selvajaria contra os reféns europeus em África. Um livro violento, chocante e viciante. Tem cenas eventualmente brutais.
Vou deixar aqui uma frase que reforça ainda mais a teoria de que o homem é um monstro : 'mostre-me algo que cure alguns ricos e não milhões de pobres'.
5 estrelas foi magnífico

Que Esperam os Macacos

Uma jovem estudante é encontrada assassinada numa floresta perto de Argel. A inspectora Nora Bilal fica encarregue da investigação. 
A morte da jovem é o levantar de um véu onde se escondem segredos do passado, segredos do presente. Esta morte irá desencadear acontecimentos vários: traição, chantagem, suicídio. 

Ao contrário de Cada Dia é Um Milagre, este livro anda longe da escrita maravilhosa do autor. Uma história extremamente violenta, com uma escrita muito simples e básica. Este livro é um autêntico 'banho de sangue'. O leitor tem a sensação de que começou a ler algures no meio e não no início, o ritmo da narrativa é muito rápido e para ser sincera o desenrolar da história é previsível. Tal como não houve início, também não houve fim, este livro é um retrato da realidade, que certos países do Norte de África, vivem dia a dia. A história não me cativou. 3 estrelas pela 'veracidade' dos factos.

O Lago Dos Sonhos - opinião Rita Verdial



Como grande fã que sou de Juliet Marillier, andava ansiosa para que a Planeta publicasse por cá este livro, originalmente intitulado de Dreamer's Pool, o primeiro livro da nova e promissora série Blackthorn & Grim.

É verdade, podia ter comprado logo o livro em inglês e encurtado em cerca de 7 meses a minha espera, no entanto como há mais de dez anos que faço a "colecção" Juliet Marillier em português, e esta é uma autora que continuará a ser publicada por cá, prefiro continuar na mesma linha. Contudo, ao ler esta medíocre tradução de O Lago dos Sonhos fiquei um pouco arrependida... Houve claramente uma escolha infeliz de diversas palavras e da não tradução de outras, sem qualquer sentido, mas fez-me particularmente confusão aquele "tu cá, tu lá" entre diversas personagens, nomeadamente da realeza, tendo ainda para mais em conta o ambiente da história: uma Irlanda medieval...

Mas passemos à obra em si, que é o que mais importa, e a Juliet não tem culpa nenhuma disto. Adorei este livro! Como sempre esta escritora é uma belíssima contadora de histórias e a sua magia tão particular está sempre presente.
Achei curioso que a história fosse contada por três pontos de vista diferentes, constantemente alternados: Blackthorn, Grim e Oran. Algo que não me lembro de acontecer em outros livros da autora. Gostei, mas confesso que talvez preferisse ler apenas o POV de Blackthorn e de vez em quando de Grim, embora admita que para esta obra em questão, tenha resultado bem a forma como foi feito.

De início não achava piada ao príncipe Oran. Achava-o um totozinho lamechas e sem interesse, apesar de boa pessoa e bom suserano. Felizmente com o desenrolar da narrativa isso mudou e gostei de o ver crescer como homem e personagem.
Já no que respeita a Blackthorn gostei imenso dela desde a primeira linha. Não sei porquê, mas tenho sempre um grande fascínio por curandeiras. Gostei muito de ver, a pouco e pouco, estabelecer-se o seu processo de cura interior (mesmo que ela não o note) e apesar de já saber o drama do seu passado, continuo muito curiosa quanto aos seus dois antigos nomes, que espero vir a saber no próximo volume.
Quanto a Grim, também gostei bastante deste matulão, que pelo que dizem, só a mãe o acharia bonito. É um homem enorme e forte e de bom coração, quebrado pela prisão de Mathuin e por um passado que o atormenta e que eu estou mortinha por conhecer. Que será que aconteceu?
Também neste livro os Fae têm um importante papel, sob a forma de Conmael. Um ser muito misterioso, e que me faz perguntar qual o seu interesse em Blackthorn e na sua sede de vingança para com o execrável Mathuin.

Apesar de ter adorado esta história, com toda a sua magia, folclore e saberes antigos, achei-a um pouco previsível, já que logo de início pude adivinhar o "grande" mistério de Flidais.


Posto isto, já estou desejosa que seja publicado Tower of Thorns, pois quero muito continuar a acompanhar as aventuras e desventuras de Blackthorn e Grim, ver mais segredos revelados e mistérios resolvidos e claro, voltar a sentir-me envolvida por este encanto e magia que só Juliet Marillier consegue imprimir nas suas obras.