Sun 3

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Valquíria

Freya tem 17 anos, vai tornar-se uma Valquíria tal como sua mãe e irmãs. A cerimónia é no hall principal de Valhala, cidade dos deuses nórdicos, como todos sabem. Mas Freya não gosta de visitar os campos de guerra, de onde tem de recolher as almas dos guerreiros que morrem com dignidade. Tanta morte e tristeza não é o que a jovem deusa quer para o seu futuro, mas ao recolher a alma de um militar, Freya faz-lhe uma promessa, promete ajudar a famíla dele na terra (Midgard).

Um livro básico, que nada tem de original. Uma deusa de Valhala  vem à Terra ajudar os humanos. A estrutura é linear, a linguagem é básica , a tradução é do pior que tenho lido. Há muitos erros ortográficos e gralhas constantes. Parece uma banda desenhada escrita em forma de livro. 2 estrelas

domingo, 16 de agosto de 2015

Uprooted

10 anos passaram, está na altura de Dragon o feiticeiro levar uma jovem aldeã para a torre. Kasia deverá ser a escolhida, é a mais bela e prendada. Agnieshka a sua amiga de infância teme por ela, toda a aldeia teme o Dragão, apesar de nunca o terem visto maltratar ninguém. Mas surpresa surpresa, o feiticeiro não leva Kasia, leva Agnieshka, para horror de seus pais e irmãos, Agnieshka a desajeitada, a que não sabe fazer nada.A jovem contraria o feiticeiro, enfrenta-o, pergunta-lhe porque leva uma rapariga, retirando-a dos pais e amigos...o feiticeiro ' acha-lhe graça' e leva-a.

A vila fica perto do limite do Bosque Maldito, o bosque que mata e corrompe quem lá entra...ninguém sabe o porquê deste mistério.
Agnieshka lá vai contrariada, mas Dragon percebeu, ela é uma jovem poderosa, é uma bruxa de nascença. Inicia a sua aprendizagem, mas é de curta duração, o feiticeiro foi chamado para defender uma das vilas limítrofes do bosque, que foi atacada por um dos monstros malditos.... Agnieshka fica sozinha na Torre. Wensa a mãe de Kasia vem pedir ajuda ao feiticeiro, Kasia foi levada pelo Bosque...na ausência do feiticeiro, ela pensa que é seu dever ajudar os aldeãos, e vai com Wensa, vai tentar trazer Kasia de volta...a partir daqui, a autora muda por completo o cenário da trama....

Foi uma leitura Maravilhosa, uma história Fantástica que nos arrebata desde a primeira página. A sinopse que fiz foi uma pequeníssima parte da trama, pois a narrativa é tão intensa que não dá para dizer mais sem entrar em spoilers. 

Tudo neste livro está bem construído, a trama, os personagens, o desenvolvimento dos dois. A escrita é excelente, o leitor não encontra partes aborrecidas, está sempre a acontecer algo. As batalhas são brutais, a autora percebe muito de estratégia militar?!! Até a parte romântica do livro foi tipo ...Wowwww, bem 'apimentada' se é que entendem. Adorei este par. As cenas dos encantamentos são BRUTAIS, a cena da INVOCAÇÂO é de tirar o fôlego. Tem partes chocantes e brutais, mas enfim faz tudo parte da narrativa. 5 estrelas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O Circo Dos Sonhos

Não vou adiantar muito da sinopse, pois este livro apanhou-me de surpresa. Celia Bowen, foi entregue a seu pai Hector Bowen, (mágico de profissão) com um bilhete pregado ao casaco. Tinha na altura 5 anos de idade.Mas Celia tinha características muito especiais, tal como seu pai. Entretanto aparece o Homem de Cinzento, e propõe a Hector um jogo, uma aposta. Os dois homens concordam e daí a uns anos o jogo começa...o cenário será Um Circo Mágico, que só abre portas à noite.
 
Uma história maravilhosa, que deslumbra o leitor com a perfeição da escrita e as características do enredo.Se gosta de magia (verdadeira, não ilusionismo), se gosta de sonhos tornados realidade,com personagens absolutamente originais e peculiares com uma história arrebatadora, então este livro é para si. Está  já no meu top 5. 10 estrelas.Foi Magnífico.


Armada

Gostaria de fazer uma sinopse, mas o livro é tão mau e tão confuso, que não me vou dar ao trabalho. Basicamente é um grupo de nerds que acha que está a salvar o mundo de um ataque de aliens, através de um jogo de computador. Páginas e páginas onde nada acontece. Logo de início o protagonista Zak, descreve ao longo de 10 paginas a sua visão de um OVNI enquanto está na aula de matemática...depois passa para a sua infância e lembra-se do seu pai que morreu quando Zak era uma criança de meses, ah sim tudo isto na aula de Matemática...


Foi um dos piores livros de SEMPRE. A escrita é Péssima, os personagens são de um extremo mau gosto e a história, se é que se pode chamar a isto de história, é para esquecer. Se o leitor julga que vai encontrar um livro da qualidade de: Ready Player One, esqueça, pois este último foi uma questão de sorte. 1 estrela.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

An Ember in the Ashes


Os Máscaras atacam a casa de Laia, dizem que Darin, seu irmão, faz parte da Resistência ao Império, Nan e Pop seus avós maternos são executados à frente dela. Darin é levado, ninguém sabe para onde, ou sequer se estará vivo.Laia recorre então ao líder da resistência, irá infiltrar-se e espiar a academia militar do Império, e eles tentarão libertar o irmão. Espiar a Comandante Keris Veturo, é sentença de Morte, mas os rebeldes não o dizem a Laia, sua mãe era a cara da Resistência, Laia quer ser como a mãe.

Elias Veturo, é um Máscara, filho da Comandante Veturo, mãe e filho odeiam-se. Elias foi abandonado por Keris, numa das tribos da região, foi criado por uma tribal, aprendeu os seus costumes, o seus idiomas e as suas lendas. Com 6 anos de idade foi levado para a academia para se tornar um Máscara. A cerimónia do juramento dos Máscaras está próxima, há mais de 100 anos que os Augúrios não aparecem, mas no dia do juramento eles vieram...4 dos jovens Máscaras, iriam ser sujeitos a 4 provas, o vencedor será o novo Imperador e o 2º classificado o 1º Comandante, os restantes serão condenados à morte.

Mas Keris consegue adulterar as provas, faz batota, pois quer ver Elias morto, Keris é a Morte personalizada, Keris é uma mulher monstruosa, com cara de anjo.

O que posso dizer desta leitura magnífica??? Foi no mínimo, genial. A autora pegou no antigo Império Romano e deu-lhe uma nova 'cara'. Uma história plena de magia, assassínios, atos de tortura, traição e algum (pouco) romance. Temos dois narradores, Laia e Elias, uma tensão e um clima de mistério  constante, pois cada página é uma surpresa. A escrita é de alto nível, nada tem de lamechas ou de  imatura, a evolução da trama e dos personagens é brutal. Uma leitura Fabulosa, não digo mais. 7 estrelas

The Little Friend


A história começa com a descrição do assassínio de Robin Dufresnes, um rapazinho de 9 anos, que foi encontrado enforcado numa árvore do jardim da casa onde vivia. Este ato brutal foi presençiado pela irmãs mais novas, Allison de 4 anos e Harriet com apenas meses de vida.
A ação é passada no Mississipi, fim da década de 70, Harriet agora com 12 anos de idade  e dotada de uma inteligência fora do vulgar, genial mesmo, está determinada a descobrir o assassino do irmão. Faz investigações por conta própria com a ajuda do seu pequeno amigo Hely, até que decide pôr em prártica um plano de vingança, que termina com outro assassínio, involutário sim, mas provocado por Harriet.

Tartt mostra mais uma vez a fabulosa escrita a que nos habitou n'A História Secreta'. Achei o ritmo desta leitura um pouco lento e não tão apelativo como os outros dois livros da autora, contudo o suspense mantém-se , a trama é complicada, e os personagens são bastante complexos,  neste caso particular crianças. Mais uma vez Tartt brinda o leitor com um crime logo no início do livro, e parece obcecada pelo facto do verdadeiro assassino nunca ser apanhado nem castigado. Uma escrita de alto nível, um ritmo lento mas uma história cativante. 4.50 estrelas

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Os 100

Depois de uma guerra nuclear, o planeta Terra fica desvastado, sem condições para a raça humana. Os sobreviventes estão numa estação espacial na orbita da Terra. Cem anos passaram, alguns infractores da estação espacial vão ser enviados para a Terra, como castigo. Não sabem o que vão encontrar.

O livro tem 4 narradores, a autora não respeita a ordem inicial dos mesmos. É uma leitura muito aborrecida e sobretudo confusa, o presente alterna com o passado, os nomes são muito parecidos ( a autora só usa sobrenomes, torna-se difícil saber quem é quem), e o leitor perde o interesse com tanto nome e  cenas do passado que não encaixam bem na narrativa. Os pensamentos e ações dos personagens são lamechas e infantis. Não há nada de original na história, e o ritmo da ação é muito lento. Está mal estruturado, não desenvolve, os personagens não evoluem. Mais parece um romance amoroso, com o espaço e uma Terra desvastada  como pano de fundo. As descrições são inesxistentes ou pobremente elaboradas. 2 estrelas.