Sun 3

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A última noite em Tremore Beach

Peter Harper, é um talentoso compositor de músicas para filmes, anúncios comerciais, etc. Encontra-se a passar umas curtas férias na Irlanda, justamente em Tremore Beach. Depois de um divórcio difícil, Peter achou que um pouco de solidão no seu país lhe faria bem. Tinha como únicos vizinhos um casal de idosos, Leo e Marie, que viviam perto dali, na outra casa junto da praia. Depois de ter sido atingido por um raio, Peter começa a ter visões estranhas e macabras. O médico acha que são ataques de sonambulismo e/ou paranoia, causados pelo relâmpago.
 
Uma leitura razoável, um pouco confusa e mal estruturada, pois o autor começa uma ideia, alonga-se com outros pormenores que nada interessam para a história, e não termina a ideia inicial. O leitor não sabe quando começam as tais visões e quando é realidade, está muito mal definido. O autor poderia ter explorado muito mais as ideias principais da trama, optando por deixar tudo para o fim, para as 2 últimas páginas. Os personagens são simpáticos, estão bem caracterizados, mas não há grande desenvolvimento dos mesmos ao longo do livro. A escrita é simples, não é grandiosa nem magnífica, mas é fluida. Gostei da história. 3 estrelas

domingo, 4 de outubro de 2015

Rainha Vermelha

Mare Barrow é uma jovem plebeia de 17 anos, vive com os pais e irmã mais nova nas barracas de Stilts, os irmãos foram recrutados para a guerra. Mare é desajeitada, não faz nada de útil, rouba nas ruas de Stilts. Gisa, a irmã mais nova de 14 anos, sustenta a família, bordando para a elite dos Prateados, seres superiores com poderes sobre-humanos. Mas oh triste destino, Mare Barrow , apesar de ser uma pebleia de sangue vermelho, fica a saber (pelas piores razões) que também ela possuí um poder devastador. De um dia para o outro, de plebeia, passa a ser 'princesa', não sabendo pois o que lhe estava destinado....


Uma grande leitura, sem súvida, surpreende pela excelente qualidade da escrita, e pelo constante suspense que a jovem escritora impõe no ritmo de leitura. A personagem principal, pouco tem de 'infantil', demonstrando até, uma perspicácia desenvolta para os seus tenros 17 anos. Não é a teenager idiota, que a maior parte dos escritores nos impinge, fazendo da fantasia , um mero romance de amor, com cenários fantasticos. Certas partes fazem lembrar Hunger Games, sem dúvida, mas se formos por aí, todos os livros nos fazem lembrar qualquer coisa que lemos para trás. 
Não há partes aborrecidas, gostei de todos os personagens, mesmo os malignos, adorei Evangeline, a rapariga que controlava os metais, letal por isso, e inimiga de  Mare. Mais uma vez, o leitor se vê perante um cenário político, onde os ricos e abastados vivem às custas do povo miserável, e por consequência é desencadeado um movimento rebelde. 4 estrelas

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

As Gémeas do Gelo

O casal Moorcraft (Sarah e Angus) está de luto, uma das suas gémeas de 7 anos de idade caiu de uma varanda relativamente baixa e morreu. Estão desvastados, só há uma coisa a fazer, vender a casa de Londres  e ir para a Escócia, para a casa na ilha de Torren, casa e ilha foram deixadas pela avó de Angus. Mas a ida para a ilha, não corre nada bem, Kirstie diz que não é Kirstie, ela é afinal Lydia, a outra gémea, mas pior ainda, os pais não as conseguiam distinguir em vida, agora que uma delas morreu, o casal não sabe qual das gémeas é a sobrevivente. Kristie fala com Lydia, diz que ela está sempre presente, na nova escola não é aceite, pais , alunos e professores não a querem lá, não querem a 'aberração' que fala com fantasmas.... 

Uma excelente leitura, o autor conseguiu (não sei como) transmitir a aflição dos pais quando perdem um filho, a aflição de uma gémea quando perde a irmã, o leitor entra literalmente no livro. O clima de suspense é constante, não há momentos parados, é uma história macabra e viciante. O leitor tem que estar atento, pois a narrativa alterna entre Sarah ( a mãe) e o narrador (autor). O leitor sente o horror daqueles pais, e da criança que ficou sem a sua 'metade'. Uma aventura pelos meandros dos sentimentos humanos, pela mentira, pela traição, pela morte, pelo sobrenatural.Como se isto não bastasse, o pano de fundo é uma ilha escocesa remota, fria, cinzenta, deserta e por isto também bela. 5 estrelas pois não posso dar mais

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Trono de Vidro

Celaena Sardothien, está presa nas minas de sal  de Endovier, é uma assassina implacável, nunca mais verá a luz do dia. Mas o príncipe herdeiro vai até lá com uma proposta, ela será o campeão do Rei seu pai, e em troca terá a sua liberdade. A assassina aceita, e lá vai rumo ao castelo de vidro. Os seus adversários são assassinos, mercenários, ladrões. Iniciam-se as provas , mas alguns dos adversários são brutalmente assassinados.
 
Gostei da história, é quase uma história infantil. A autora mantém um bom ritmo , uma escrita agradável num estilo muito light. Uma aventura épica, mas com vocabulário e objetos do século 21 , (casas de banho, açucar, chocolate, o próprio castelo de vidro, gomas, snooker, ya snooker, etc). Os personagens são descritos de uma forma patética, são infantis e irresponsáveis. Não evoluem nada no decorrer da trama. Gostei da ideia, não é muito original, mas proporciona ao leitor uma leitura, descontraída e leve. Tem continuação, não é uma leitura stand alone , e sou sincera, quero saber o que vai acontecer a seguir.
 
A tradução é VERGONHOSA. Vi-me obrigada a comprar o ebook em inglês.Faltam palavras, a tradutora adultera os conteúdos, como já referi, tive que ler em inglês pois tornou-se difícil entender o que a tradutora inventou, sim inventou, pois o que foi traduzido não corresponde ao original.3 estrelas 

A República nunca Existiu

Uma coletânea de contos sobre Portugal monárquico, como se o atentado a D. Carlos não se tivesse concretizado.

Não gosto de contos, pois ou se é muito talentoso e se escreve um conto que convença, ou não. O assunto é já de si aborrecido, e os autores não primam pela imaginação. A escrita porém, é muito correcta e até bonita.
Os contos em si não têm grande interesse, nem originalidade. 3 estrelas pela escrita.

sábado, 26 de setembro de 2015

The Marvels

A história começa com imagens, o naufrágio do Kraken e o único sobrevivente foi um rapaz de 9 anos Billy, passou-se em 1766. A história avança até perto de 1900, sempre contada com imagens.

Passamos depois para 1990, agora só  com texto, Joseph um adolescente irritante de 13 anos, foge do colégio, e dirige-se até à casa de seu tio Albert em Londres. Joseph acha um livro com apontamentos da caravela Kraken, e do seu sobrevivente, pensa que se trata dos seus antepassados. Mas está enganado. Albert seu tio, inventou tudo, nada do que se passou foi real. Albert quis homenagear Billy, seu marido, com a história do naufrágio. Para isso baseou-se nele próprio e nas pessoas que o rodeavam e juntamente com Billy inventaram o tal cenário.

O autor usa o tão famoso padrão ABA, desenho, texto , desenho, para dar vida a uma historia triste e confusa. O texto não é magnífico, é simples e algo confuso em certas partes. Baseando-se numa história real, Selznick tentou contar uma história triste, muito muito triste, com um final ainda mais triste, e em aberto. 3 estrelas pelas imagens.

A Incrivel Viagem do Faquir

Um faquir indiano, viaja até ao IKEA de frança para comprar uma cama de pregos. Tem uma nota de 100 euros falsa, que usa para vigarizar os europeus. Mas a viagem de regresso corre mal e o indiano é apanhado pela polícia de fronteira, juntamente com outros ilegais, são postos fora e são reencaminhados para o que é suposto ser o país de onde sairam.

A história está muito bem construída, mas não achei tanta graça como ao livro da menina que engoliu a Nuvem. Este livro tem partes aborrecidas, onde os diálogos não existem, e na minha opinião, a história perde o interesse. O vocabulário e a escrita são de grande qualidade, a história não me convenceu. 3 estrelas