Sun 3

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

No Coração do Mar


Este livro é uma não ficção da tragédia do baleeiro Essex. Uma leitura aborrecida, pois o autor perde-se com descrições que nada têm que ver com o tema, quando volta ao dito tema, o leitor perdeu o interesse e perdeu também o foco do livro. Não há diálogos, e a escrita parece um relatório, não é bonita nem apelativa.

Não há muito mais a dizer, simplesmente que é mais um livro sobre- valorizado, quantos baleeiros não sucumbiram aos pretextos do oceano??? Por que é que este, é digamos, especial?? 3 estrelas, não pela história, mas pela escrita 

The Winter Folly

A meio da noite ,uma mulher dirige-se a um torreão (folly), sobe a escadaria de pedra e atira-se cá para baixo....

1964 Dorset- Inglaterra
Alexandra tem 19 anos, vai casar, seu pai arranjou-lhe o marido 'perfeito', um militar do regimento da Raínha. Lawrence é um homem bonito e simpático, Alexandra gostou dele, acha que vai ser feliz. Chega a noite de núpcias, Lawrence não sabe o que fazer com Alexandra, o temp passa e o 'problema' persiste.O casal vive agora em Londres, num dos seus passeios matinais, Alexandra encontra um dos seus amigos de infância, Nicky...o atual proprietário do castelo Stirling, e com este encontro Alexandra vai desenterrar uma mentira, uma maldição, e uma tragédia.

Uma excelente leitura, não sou fã da categoria de romance, mas confesso que este livro me agarrou do início ao fim. A história é contada em duas linhas temporais, 1964 e tempo presente. A escrita é bonita e cativante, não há triângulos amorosos, e a autora é extremamente realista nas descrições  dos sentimentos humanos. O livro conta a história de uma família, os Stirlings, proprietários de um castelo  pré-medieval. Devido à maldade humana, duas gerações desta família vivem numa mentira, vivem algo que nunca aconteceu, mas que acham que aconteceu, essa mentira, trouxe tragédia e infortúnio, será que alguém consegue quebrar esta maldição?? 4 estrelas gostei muito desta autora.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Gregor


Gregor, um garoto de 11 anos, vê os seus planos de Verão irem por água abaixo. Desde que o pai desapareceu, a vida da sua família tinha-se tornado muito difícil. A mãe trabalhava a dobrar, a avó tinha problemas de saúde, não havia dinheiro para nada. Portanto, Gregor estava de férias em casa, a tomar conta de Boots a sua irmã de 2 anos. Na sua viagem semanal à cave, para lavar e secar a escassa roupa da família,Gregor leva Boots, vê a bébé afastar-se e deixa de a ouvir, corre e verifica que há um buraco na grelha de ventilação da cave, Boots entrou por aí dentro, Gregor vai buscá-la, caem os dois no que parece ser um corredor de pedra infindável...

Uma grande leitura, surpreendeu-me pela positiva, pois sendo fã de Hunger Games, estava um pouco receosa de ler algo muito diferente. Uma história fantástica que tem lugar no submundo da terra. Um lugar onde vivem humanos, e animais gigantescos. A obra está muito bem estruturada, é simples mas excecional. As descrições do mundo das cavernas é de grande qualidade, e a autora revelou-se uma excelente contadora de histórias. A autora agarra o leitor do princípio ao fim do livro, com twists vários e inesperados. Os personagens são originais, não há triangulo amoroso (yeiiii), enfim uma história fantástica, fantásticamente contada. 4 estrelas

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A Invenção das Asas

Sarah Grimké fez 11 anos, foi-lhe oferecida uma escrava ,Hetty ou Handful, um ano mais nova, mas com uma compleição muito franzina. Sarah não gostou, achou mal 'ser dona' de outra pessoa. Foi ao escritório do pai e tentou escrever uma alforria , a libertar Hetty dos seus serviços...

Mais uma história sobre a escravatura no sul dos States. A autora escreveu um género de diário, digamos, que me convenceu de início, mas no decorrer do livro, a história e as personagens não evoluiram, pelo contário, eram mais 'afoitas de início' e fraquejaram ao longo do livro. Sarah foi uma desistente e Hetty com as suas ideias de liberdade também não fez muito. Entre viver escrava ou morrer, eu preferia morrer.
Não entendi a amizade entre Sarah e Hetty, a autora não foi explícita. A obra foi bem encaminhada, bem conduzida, mas a espera do leitor pela tão desejada abolição da escravatura nunca aconteceu. Tal como disse anteriormente, começou bem mas terminou mal. Não entendi por que é que a mãe de Hetty se foi embora, esteve desaparecida cerca de 15 anos e não deu notícias à filha, que tinha 11 anos na altura do desaparecimento. Charlotte, ( mãe de Hetty) era uma rebelde, adorava a filha, e no entanto arriscou a vida dela e da filha para se ir encontrar e deitar com outro escravo, na cidade??????? Foi por amar tanto a sua filha que desapareceu certamente, e nunca deu notícias.

Sarah, foi uma mulher fraca e cobarde, desistiu de quase tudo, só depois dos 30 anos é que tentou fazer algo de útil pelos escravos, o que até aí nunca aconteceu, apesar das suas palavras de insurreição. 

Outra coisa que também não me convenceu, foi Hetty, que com apenas 10 anos falava e portava-se como uma adulta, o seu comportamento era adulto assim como o vocabulário??? O final do livro, foi quando realmente o leitor diz para si: 'agora sim...agora é que a ação vai começar'. Mas acabou assim, num cliff hanger. 3.5 estrelas

sábado, 28 de novembro de 2015

O Gigante Gentil GGG


A pequena Sofia, dormia descansada na sua cama do orfanato, quando de repente ouve um som que a despertou, assustou-se, foi espreitar à janela e viu um gigante, um homem enorme e assustador. Sofia escondeu-se atrás a cama, mas o gigante viu-a , enfia o braço pela janela e leva-a no bolso...

Uma história infantil, não achei que Dahl estivesse no seu melhor. As palavras inventadas, (o gigante não sabia falar), não ajudaram NADA a história. A escrita também não é cativante e a trama é aborrecida.  3 estrelas

A Casa de Bonecas


Um casal de turistas passeia alegremente por uma praia deserta, de repente ouvem gritos, os filhos descobriram o cadáver de uma jovem semi enterrado na areia.
Chamam a polícia, e a detetive Helen Grace toma conta do caso. O corpo já estaria enterrado há vários anos, depois de descobrirem a identidade da jovem, concluiram que não havia sido dada como desaparecida. 

Uma excelente leitura, muito bem estruturada e elaborada. Não  há um momento de tédio, assim por dizer, as surpresas sucedem-se, e o autor mantém o factor suspense até ao fim. O tema foi muito bem explorado , os personagens são bastante realistas. A escrita não é magnífica, mas é muito apelativa. 4 estrelas

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Silver Eve

Evie Carew é uma curandeira experiente apesar dos tenros 17 anos. Depois que a sua aldeia foi atacada por Troths, e o seu noivo selvaticamente morto por aquelas criaturas, Evie saiu de Merith, desejava morrer. No caminho para nenhures, Evie encontra um homem, um vagabundo, um vidente. Este dá-lhe várias pistas sobre o futuro próximo, Evie é muito curiosa, não sabe o que fazer, decide fazer uma invocação de um feitiço, mas esse feitiço é obscuro, não deveria ser invocado, Evie chamou a morte e destruição, sem saber....

A sinopse é muito resumida e não parece grande coisa, mas é uma leitura fabulosa. A escrita é magnífica e a história faz lembrar os tempos aureos de Juliet Marillier. A autora faz uma progressão da trama fenomenal. Apesar de ser um YA, a escritora tem bem presentes os valores do ser humano e explora-os em várias vertentes. A evolução da personagem principal é brutal, as descrições fantásticas são de alto nível , a estrutra da história é das mais bem conseguidas. Um história fantástica, fantasticamente contada. 4.5 estrelas 

P.S. ficou num cliff hanger