Sun 3

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

The Sin Eater's Daughter

Twilla tinha apenas 10 anos quando foi ao palácio pela 1º vez, a mãe é a Sin Eater, a Comedora de Pecados, ela será portanto a sua sucessora, mas os reis reparam nela, Twilla canta como um anjo e tem o cabelo da côr do fogo. Fazem-lhe um teste e descobrem que Twilla é a deusa Daunen personificada, um toque dela, e qualquer pessoa morre às suas mãos, envenenada.Todos à exceção dos Reis e do príncipe Marek (óbvio).Twilla é obrigada a matar o seu amigo de infância Tyrek, um rapazinho alegre e bondoso, acusado de traição. 
Nenhum dos guardas da raínha (maldita) quer ter a guarda da jovem Twilla, a executora, pois têm medo do toque dela. Dorin é o seu guarda atribuído, mas Dorin é idoso e adoeceu subitamente. Mas logo aparece outro guarda, Leaf que se dedica de corpo e alma a Twilla.É ele que lhe faz ver certas verdades, neste reino nada é o que aparenta, é tudo uma mentira, uma aberração da maldita raínha Hellyws. Merek, é filho da raínha e ao mesmo tempo seu sobrinho, pois Hellyws casou com o irmão, para manter  o 'puro sangue'. Merek também iria casar com a  própria irmã, tivesse ela sobrevivido, mas a princesa morreu na infância, tal como o seu pai ( e tio). Após a morte do rei, a raínha casou com o primo, um homem bondoso que é um verdadeiro pai para Merek.Mas o rei desautorizou a raínha,  adoeceu e morreu subitamente.

Todos estes acontecimentes (e outros), fazem a jovem pensar...ela uma deusa?? Uma assassina?? Leaf, começa a levantar o véu ( assim como lhe levanta outras coisas :) e ..oh meu deus...será que o toque dela mata mesmo???

Uma magnífica leitura, com uma escrita maravilhosa e muito bem estruturada. O tema é um pouco bizarro, mas fantástico. A trama, a intriga e o suspense, fazem o leitor não querer parar de ler, a escrita embala o leitor, a escrita desliza tal qual uma patinadora desliza no gelo. A autora tem que tecer a trama e construir a personagem Twilla ao pormenor,( alguns leitores podem achar monótono e lamechas, mas garanto-vos que não é, é um meio para atingir um fim) para depois dar os twists finais, com um toque macabro e hediondo. Uma história de intriga , religião e incesto. 5 estrelas, adorei.
 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mar Infinito

A população da terra está reduzida a 99.9%, quase não há sobreviventes. Vem aí a 5ª vaga, a que porá fim aos poucos resistentes. Cassie, Sammy, Ringer, Ben, Evan, Teacup, Dumbo e Poundcake, estão nas ruínas de um hotel. Ringer resolve sair e ir explorar a floresta, nunca mais volta....os jovens ouvem o barulho de um helicóptero e pensam que será o seu fim....


A sinopse não é grande coisa, mas eu não posso dizer mais. Se a 5ª Vaga foi excelente, este foi magnífico. Os twists são a cada página virada, tudo aquilo é, e não é. O leitor está completamente no escuro, assim por dizer. Está cheio de ação,  cenas macabras e horríveis, se isto é YA, não parece nada. O autor não tem uma escrita linear, o que a torna difícil e espetacular, pois o leitor vai sabendo aos poucos, quem são e como foram as vidas dos resistentes. Há portanto duas linhas de tempo, o presente que alterna com o passado, que ainda alterna com as diferentes narrativas na 1º pessoa dos resistentes. Há lá uma parte em que um(a) dos resistentes salta do helicóptero a 1Km de altura e cai de pé no gelo.....foi épicoooo, opah leiam. 5 estrelas

Illuminae

Uma aventura no espaço no ano 2575. A ação tem lugar numa colónia mineira ilegal, e por razões desconhecidas, alguém resolve atacar e matar quase todos os habitantes dessa colónia. Os sobreviventes fugiram para as naves transportadoras, Alexander e Hipatia, onde Kady e Ezra, mantêm uma correspondência por emails. Estes dois tinham acabado o namoro, no preciso momento em que foram atacados.

O livro está escrito sob a forma de emails e ficheiros. Não vou dizer epistolar, acho que não assenta bem. Ora, passemos à escrita, a escrita é a troca de e-mails entre 2 adolescentes, portanto se vou classificar a escrita teria de dar 1 estrela, tanta asneira e obscenidade são desnecessárias, não gostei, não achei graça. O livro é difícil de ler, pois eu não sei o significado das inúmeras siglas que por lá aparecem, e não há glossário. As frases estão por vezes  riscadas ou tapadas, as letras são por vezes minúsculas, quase não se conseguem ler, enfim passamos metade do tempo a tentar ler o que não entendemos. A história em si, só me fez lembrar o Alien, é muito, muito parecida. O livro é bonito, bem apresentado mas o conteúdo, escrito em forma de mails não me cativou. 2.6 estrelas

Vendetta

Sophie Gracewell vive uma vida pacata nos arredores de Chicago, o pai está preso, a mãe tem 2 empregos e ela trabalha num restaurante, para assim ajudar nas despesas. Mas oh fortuna, a casa  senhorial abandonada do bairro, vai ter novos moradores, 5 rapazes italianos, os Falcone, 5 mafiosos. mas quis o destino que Sophie se perdesse de amores por Nic, mas as coisas correm mal.

Uma leitura agradável, (apesar das gralhas constantes) dirigida a adolescentes.A história é interessante, a autora mantém um bom ritmo, mas faltou um pouco o tal elemento 'X' , aquilo que nos faz virar as páginas, para saber o que vem a seguir. Sophie, era um pouco 'apagada' digamos, uma tontinha , pois mesmo depois de saber que os vizinhos eram uma família de mafiosos e assassinos, o seu comportamento pouco ou nada muda. Uma boa história para jovens de 13/14 anos. 3 estrelas 

sábado, 26 de dezembro de 2015

Ruin and Rising

Os Grisha escaparam mais uma vez ao exército negro de Darkling, os 'nichevo'ya', conseguiram esconder-se nas magníficas grutas de White Chapel. Alina a invocadora do Sol, parece ter perdido a capacidade de invocar a luz, está debaixo do chão. Uma vez recuperado o seu poder, o grupo foge mais uma vez, falta um dos amplificadores, o pássaro de fogo, só assim Alina e o seu pequeno grupo de grishas conseguirão vencer o imortal Darkling...mas as coisas correm mal, o exército negro previu todos os passos de Alina, mais um massacre, mais prisioneiros, Nikolai ficou sem exército, foi transformado numa aberração, Alina não tem exército.
 
Um final brilhante para a trilogia, o 1º livro deixou-me um pouco insegura, mas a autora conseguiu traçar uma evolução fabulosa, no 2 e 3º livros. A personagem Alina foi a única que não me cativou, gostei de todos os outros, até do Darkling. A escrita é simples, mas a história é fantástica, obedece ao tal padrão que falei anteriormente, fuga, prisão, fuga, neste último livro, fuga, prisão,fim (óbvio). Adorei o mundo criado pela autora, os efeitos que ela criou são realmente fantásticos e originais. Estes efeitos foram pesquisados pela autora e são realmente possíveis através da Física, e dos conselhos de vários físicos amigos da autora. As críticas negativas sobre este livro tem que ver com o Final, certamente que não vai agradar a muita gente, eu adorei  o twist final, que deixou os fãs de rastos e furiosos com a escritora. 5 estrelas.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

The boy who drew the Future

Blaze e Noah, dois rapazes de 14 anos, vivem na mesma cidade. Blaze viveu no século 19 e Noah na atualidade. Ambos tinham um "poder"... desenhavam o futuro. Blaze era quase um pedinte, a mãe foi acusada, presa e morta por bruxaria, deixando Blaze sozinho e em extrema miséria.

Noah, vive bem com os pais e acabou de se mudar para aquela cidade, jurou aos pais , nunca mais desenhar, mas não conseguiu cumprir a promessa.

O livro é contado na 1° pessoa, por Noah e por Blaze. O tema é interessante, especialmente a narrativa de Blaze. Os capítulos são curtos e a escrita bastante simples. Para ser sincera , a história de Noah, não me cativou. A autora centrou-se mais no dia a dia do adolescente e o tema principal (os desenhos do futuro) ficou relegado para um plano secundário e um pouco confuso. A história de Blaze foi melhor explorada, e mais interessante. Acho que  a autora deveria ter cortado a parte do Noah, não fez lá falta. A evolução da trama também não foi das melhores, e o final da história de Blaze foi uma incógnita, o leitor fica sem saber o que lhe aconteceu. O final da história de Noah também ficou em aberto. Apesar disto tudo, lê-se bem e sempre se aprende qualquer coisa. 3 estrelas.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

The Wolf Wilder

Feo e sua mãe Marina, vivem numa cabana no meio da floresta russa. Devolvem os lobos, domesticados pelos nobres e ricos, ao seu meio ambiente, ou seja, os lobos são ensinados a serem novamente selvagens. Depois de uma alegada queixa de um lavrador, o general Rakov faz um ultimato a Marina, os lobos devolvidos pelos nobres serão abatidos.

Uma história fraca, comparando com Roof Toppers, avança muito lentamente e falta o tal factor  suspense ,que leva o leitor a querer passar a página. A escrita é agradável mas não magnífica, os personagens são simpáticos, mas não me cativaram. O tema da história não foi explorado, o leitor fica na mesma, não sabe como mãe e filha trabalhavam para devolver os lobos ao estado selvagem. Dá a ideia que a autora pega sempre nos personagens matriz ( uma criança com um dos pais, um grupo de crianças que ajuda a personagem principal, um adulto 'secundário' que dá apoio aos restantes) e os insere num cenário diferente, aqui foi o inverno russo, nos Roof Toppers o inverno de Paris e em Girl Savage, no calor de África. A história é idêntica  nos 3 livros e a autora não termina as histórias. 3 estrelas (pela escrita)