Sun 3

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Crown of Midnight

Celaena Sardothian, é a Campiã do Rei, ou seja, a assassina contratada. Neste 2º livro, é-lhe dada uma lista de pessoas a 'abater', e Celaena cumpre à regra ,entregando as cabeças dos alegados 'inimigos' do rei. Nas catatumbas do castelo de Vidro, a assassina encontra provas que lhe permitem descobrir o plano diabólico do rei. Mas o inesperado acontece, a princesa Nehemia é brutalmente assassinada e em seguida esquartejada. A partir daqui Celaena dá a conhecer quem realmente é...uma máquina de matar, um monstro, um ser do outro mundo, Celaena é invencível. Através do livro 'The walking Dead', a assassina sabe finalmente quem é, Dorian não assiste à sua transformação, mas Chaol vê o que Celaena é, quando atravessa o portal para o outro mundo. Tem medo por ela, elabora um plano, o rei aprova e Celeana vai ter de viajar até Wendlyn , executar os reis e anexar o território.

Neste 2º livro a autora explica o comportamento de Celaena no 1º livro, aqui ela deixa de ser a menininha bonita, para se tornar uma máquina mortífera e invencível. Uma história brutal e muito bem concebida. Não  há uma única página aborrecida, a trama desenvolve-se a um ritmo excelente e os twists sucedem-se. O mundo criado por Maas é excelente e original, a evolução de Celaena é brutal. 5 estrelas


Quando as Estrelas Caem

Tarver Merendsen  e Lilac LaRoux, estão a bordo da nave Ícaro. Ele um simples oficial ela uma menina rica. Acontece o quase impossível, a nave cai num planeta que está ali perto e os dois sobrevivem, e lá vem o tal romance do menino pobre que se apaixona pela menina rica, e vice-versa.

Posso dizer que este foi um dos piores livros que li em toda a minha vida. A escrita é tipo; matriz das oficinas de escrita, ou seja, originalidade e talento são inexistentes, é zero. A história é básica e desinteressante, o cenário escolhido foi uma nave espacial, mas poderia ter sido um castelo, uma casa, um ilha paradisíaca, que o resultado seria o mesmo. A autora não conseguiu dar credibilidade ao cenário futurista, pois os seus conhecimentos sobre alta tecnologia e outras matérias sobre o cosmos, são medíocres, ou para ser mais precisa, são nulos.  0 estrelas.

The Golem and the Jinni

Chava é uma mulher feita de barro, criada por um rabi (que navegava pelas teias do ocultismo) a pedido de um homem de negócios, que iria mudar-se para Nova York . Na viagem para o destino, o homem morre, ficando assim a mulher de barro, à deriva ,acabando por desembarcar sozinha em N. York.

Em N. York um artesão sirio, ao esfregar um frasco antigo, liberta um génio aprisionado por um feiticeiro beduíno. Depois o génio conhece o golem ....

Uma leitura muito aborrecida, uma escrita correta, mas que nada me disse. Fantasia urbana que não me convenceu. Se não fosse a descrição do aprisionamento do génio no frasco, esta leitura apelidada de fantástica, nada tinha de fantástico. É mais um romance de amor, desta vez entre uma judia e um árabe, sendo ambos duas personagens mitológicas. A história desenvolve-se num ritmo extremamente lento, e falta e tal elemento de suspense, que leva o leitor a querer passar a página, é tudo muito previsível e desinteressante, não há uma frase 'bonita' em todo o livro, uma frase original que nós leitores gostamos de apontar e referir. 2.5 estrelas só pela escrita.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Only The Stones Survive

Uma tribo celta da P. Ibérica, os Mílesians, decide aventurar-se até às terras de Iern (irlanda), onde vive o povo milenar dos Tuathá Dé Danan. A sede de conquista dos celtas é selvática, acham que têm direito às terras, e para isso matam e esquartejam os Danan. Estes são um povo pacífico, não têm armas de ferro,  mas têm a 'magia' da mãe natureza. 

Uma história maravilhosa  sobre as primeiras colonizações da Irlanda, a escrita é excelente e cativante. Aparentemente tem um ritmo lento, mas o conteúdo assim o obriga. Faz lembrar uma história de Marillier, dos tempos de Sevenwaters, plenas de sentimentos e magia. A autora conta uma história fantástica, mas que para todos os efeitos, poderia ter acontecido assim, tal como ela o descreve. Uma história de conquista, de morte e de vida , mas também de amor e harmonia. 4 estrelas

domingo, 24 de janeiro de 2016

As Horas Invisíveis


Holly Sykes tem 15 anos, discutiu com a mãe, e por isso decide ir morar de vez com o seu namorado Vinnie, 10 anos mais velho que ela. Quando lá chega, Vinnie está na cama com a sua melhor amiga Stella, Holly sai porta fora, humilhada, e decide ir trabalhar, não quer dar à mãe o 'gosto' da vitória. No caminho para nenhures, os seus 'ataques' de infância voltam, Holly ouve vozes, e vê o que não pode ser real. Segue caminho e encontra um colega da escola, Ed Brubeck, que a ajuda e lhe dá algum dinheiro, mas mais uma vez, Holly tem visões bizarras, e enquanto o rapaz dorme ela foge. Arranja trabalho numa quinta, na apanha do morango, corre tudo bem, mas daí a alguns dias, Ed aparece e dá-lhe uma má notícia, Jacko, o irmão de 8 anos de Holly, despareceu. Este é o 1º relato do livro , seguem-se outros centros de ação, que aparentemente não estão relacionadas, mas evidentemente que estão. A ação decorre entre 1986 até 2048, alguns dos personagens nunca morrem, são imortais.


Uma excelente, senão magnífica leitura  sobrenatural. O autor escolheu Holly Sykes como protagonista, mas a verdadeira história é a de outros personagens que se mantêm imortais, personagens  que de início não se dão a conhecer. A trama é fabulosa e muitíssimo complexa (tirem apontamentos de quem é quem), a escrita é magnífica mas viciante, o humor é constante. A escrita não é linear, tem vários narradores, entre eles , alguns dos imortais ( vamos chamar-lhes assim). É fabuloso ver o percurso de vida dos mortais e imortais , como as suas vidas, que de início nada têm em comum, se vão cruzar, e inter-ligar, como alguns fazem pactos de vida e outros fazem pactos de morte (estou a simplificar para tentarem entender alguma coisa). O mundo criado por Mitchell é , no mínimo, Espetacularmente fabuloso, mundo esse que é o nosso. 5 estrelas é pouco, eu daria 10.



sábado, 23 de janeiro de 2016

Prince of Thorns


Fantasia pós apocalíptica, (sim , sim, parece épica mas não é ) relata a história de Jorg, um rapaz que viu a mãe e o irmão serem brutalizados e executados à sua frente. Ele foi atirado para cima de uns arbustos, com espinhos venenosos e deixado lá ..a morrer. Mas Jorg não morreu, foi salvo pelos soldados de seu pai, o rei Olidan. Jorg sobreviveu, quase por milagre, e jurou vingança. O rei seu pai, nada fez quanto à execução do seu irmão mais novo e sua mãe, Jorg tornou-se nesse, dia inimigo mortal do facínora do seu pai, tinha 10 anos. Pegou na trouxa, abriu as celas de alguns mercenários que seu pai tinha aprisionado, e saiu castelo ( ruínas de antigos arranha céus) fora. Jorg tornou-se num assassino, violador, mercenário... um monstro. 

Aqui está uma excelente leitura, com um cenário medieval, que não é mais nem menos, do que as ruínas da nossa civilização. As referências a Cristo, são constantes, assim como escritores , filósofos e mitologia  do mundo antigo. A escrita é magnífica e brutal, porém não achei que  a evolução do personagem principal fosse grande. A história tem cenas macabras e diferenciadas. A trama evolui muito bem, (um pouco lenta), mas Jorg atingiu o que pretendia. Detestei o Jorg, e pergunto a mim mesma, como é que um catraio de 10 anos consegue pensar e agir assim. O livro é contado por Jorg na 1ª pessoa, dos 10 aos 15 anos. 4 estrelas, e claro que vou ler os restantes.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sonhos de Deuses e Monstros


Karou e Akiva estão de novo unidos, querem travar a guerra iminente entre quimeras e serafins, mas Jael o comadante dos alados tem um novo aliado, os humanos.

Jael conduz o seu exército de anjos assassinos até ao Vaticano, o mundo fica dos avesso: oh, afinal os anjos existem :(

Porém, surge outra ameaça, de que ninguém suspeita, os Stelianos, anjos também, mas com mais força e mais poder que os serafins, Akiva é um deles sem saber. Por outro lado surge Eliza, uma repórter que não é repórter, será quimera , anjo Steliano ou serafim???

Não me vou alongar mais na sinopse, pois o livro está cheio de pontas soltas. Não gostei da escrita, como já tinha afirmado antes, e a história mais uma vez não foi bem desenvolvida. Depois de Akiva ter assassinado todos os amigos de Karou, esta aceitou-o logo de volta, sem demoras nem perguntas. Os mundos (agora 4) não resultaram bem, na categoria de fantasia urbana, esta 'junção' não deu um bom resultado, não encaixa, digamos. Anjos, quimeras, humanos, telemóveis , e-mails...não gostei. Quimeras e anjos unidos contra o exército de Jael, e ninguém pergunta porquê. O livro está cheio destas 'pequenas falhas', que tornaram uma ideia (que podia ter sido épica) numa caca romântica e lamechas com uma escrita de 2º categoria. 2.5 estrelas pela ideia