Sun 3

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

King of Thorns

Jorg Ancrath, vingou a sua mãe e irmão, assassinou o seu tio Renar e tomou o castelo para si, auto-proclamou-se Rei. Este 2º livro começa com o casamento de Jorg, agora com 18 anos, mas o autor reconta o que aconteceu 4 anos antes, o que deixa o leitor um pouco confuso. Jorg é um mercenário assassino e violador,fez um pacto com as trevas e consegue derrotar exércitos, nada o detém, mata o que estiver pela frente, homens, mulheres e crianças.


Aqui está um livro que foge ao convencional, o 'Herói', é um violador assassino. A escrita é correta mas muito confusa. Não entendi, como esta distopia funciona, não entendi como algures no futuro, existem trolls, espectros e zombies. O mundo criado é o nosso, e não entendo como surgem estas criaturas ou como o mundo chegou ao que chegou. O autor não dá explicações e no decorrer da narrativa, vai acrescentando personagens que caem ali de para-quedas, deixando o leitor ainda mais confuso. Acrescento ainda o facto de Jorg  ter poderes mágicos, é por isso invencível, mais uma vez não é explicado ao leitor a origem destes poderes. Dá a impressão que o livro foi escrito aos soluços: ora agora acrescento isto, ora agora acrescento aquilo. A ação é única e totalmente preenchida com Jorg (o monstro), eu diria até OBSSESSIVA. Não há beleza neste livro leitores, é tudo negro e sombrio. O personagem principal, não tem qualquer sentimento por ninguém ou por nada, as ações dele são surreais. 2.5 estrelas pela escrita 

O Renascido

Hugh Glass  parte com alguns homens para uma expedição, todo o cuidado é pouco , pois o território tem várias tribos  de indios. Depois de terem acampado, Hugh ouve um ruído, um pisar de ramos secos, pensa que é um indio, mas engana-se, é uma ursa cinzenta que o ataca e o rasga todo, crânio incluido. Hugh conseque disparar um tiro, os homens vêm ver o que se passa e deparam-se com Hugh quase morto. A expedição não pode parar, dois homens voluntariam-se para ficar com Hugh, até este morrer, e o resto segue caminho. Hugh não morre, pelo que os dois 'voluntários' lhe tiram os pertences e fogem ao encontro dos outros, afirmando que Hugh morreu.

Mais uma história de indios e cowboys, tem uma boa narrativa, mas descritiva demais, tornando-se por vezes aborrecida. O que ao principio eu julguei ser uma história de vingança, não passou de um relato de sobrevivência de Hugh Glass (uma história verdadeira). O autor não concluiu a história, ou seja Hugh não se vingou e a história ficou um pouco 'à deriva'. No fim é explicado ao leitor alguns pormenores, pouco rigorosos da história verdadeira, o autor podia ter elaborado melhor a estrutura do livro, pois a conclusão e o ponto alto seria a tal vingança, que nunca aconteceu.3 estrelas

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Crown of Midnight

Celaena Sardothian, é a Campiã do Rei, ou seja, a assassina contratada. Neste 2º livro, é-lhe dada uma lista de pessoas a 'abater', e Celaena cumpre à regra ,entregando as cabeças dos alegados 'inimigos' do rei. Nas catatumbas do castelo de Vidro, a assassina encontra provas que lhe permitem descobrir o plano diabólico do rei. Mas o inesperado acontece, a princesa Nehemia é brutalmente assassinada e em seguida esquartejada. A partir daqui Celaena dá a conhecer quem realmente é...uma máquina de matar, um monstro, um ser do outro mundo, Celaena é invencível. Através do livro 'The walking Dead', a assassina sabe finalmente quem é, Dorian não assiste à sua transformação, mas Chaol vê o que Celaena é, quando atravessa o portal para o outro mundo. Tem medo por ela, elabora um plano, o rei aprova e Celeana vai ter de viajar até Wendlyn , executar os reis e anexar o território.

Neste 2º livro a autora explica o comportamento de Celaena no 1º livro, aqui ela deixa de ser a menininha bonita, para se tornar uma máquina mortífera e invencível. Uma história brutal e muito bem concebida. Não  há uma única página aborrecida, a trama desenvolve-se a um ritmo excelente e os twists sucedem-se. O mundo criado por Maas é excelente e original, a evolução de Celaena é brutal. 5 estrelas


Quando as Estrelas Caem

Tarver Merendsen  e Lilac LaRoux, estão a bordo da nave Ícaro. Ele um simples oficial ela uma menina rica. Acontece o quase impossível, a nave cai num planeta que está ali perto e os dois sobrevivem, e lá vem o tal romance do menino pobre que se apaixona pela menina rica, e vice-versa.

Posso dizer que este foi um dos piores livros que li em toda a minha vida. A escrita é tipo; matriz das oficinas de escrita, ou seja, originalidade e talento são inexistentes, é zero. A história é básica e desinteressante, o cenário escolhido foi uma nave espacial, mas poderia ter sido um castelo, uma casa, um ilha paradisíaca, que o resultado seria o mesmo. A autora não conseguiu dar credibilidade ao cenário futurista, pois os seus conhecimentos sobre alta tecnologia e outras matérias sobre o cosmos, são medíocres, ou para ser mais precisa, são nulos.  0 estrelas.

The Golem and the Jinni

Chava é uma mulher feita de barro, criada por um rabi (que navegava pelas teias do ocultismo) a pedido de um homem de negócios, que iria mudar-se para Nova York . Na viagem para o destino, o homem morre, ficando assim a mulher de barro, à deriva ,acabando por desembarcar sozinha em N. York.

Em N. York um artesão sirio, ao esfregar um frasco antigo, liberta um génio aprisionado por um feiticeiro beduíno. Depois o génio conhece o golem ....

Uma leitura muito aborrecida, uma escrita correta, mas que nada me disse. Fantasia urbana que não me convenceu. Se não fosse a descrição do aprisionamento do génio no frasco, esta leitura apelidada de fantástica, nada tinha de fantástico. É mais um romance de amor, desta vez entre uma judia e um árabe, sendo ambos duas personagens mitológicas. A história desenvolve-se num ritmo extremamente lento, e falta e tal elemento de suspense, que leva o leitor a querer passar a página, é tudo muito previsível e desinteressante, não há uma frase 'bonita' em todo o livro, uma frase original que nós leitores gostamos de apontar e referir. 2.5 estrelas só pela escrita.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Only The Stones Survive

Uma tribo celta da P. Ibérica, os Mílesians, decide aventurar-se até às terras de Iern (irlanda), onde vive o povo milenar dos Tuathá Dé Danan. A sede de conquista dos celtas é selvática, acham que têm direito às terras, e para isso matam e esquartejam os Danan. Estes são um povo pacífico, não têm armas de ferro,  mas têm a 'magia' da mãe natureza. 

Uma história maravilhosa  sobre as primeiras colonizações da Irlanda, a escrita é excelente e cativante. Aparentemente tem um ritmo lento, mas o conteúdo assim o obriga. Faz lembrar uma história de Marillier, dos tempos de Sevenwaters, plenas de sentimentos e magia. A autora conta uma história fantástica, mas que para todos os efeitos, poderia ter acontecido assim, tal como ela o descreve. Uma história de conquista, de morte e de vida , mas também de amor e harmonia. 4 estrelas

domingo, 24 de janeiro de 2016

As Horas Invisíveis


Holly Sykes tem 15 anos, discutiu com a mãe, e por isso decide ir morar de vez com o seu namorado Vinnie, 10 anos mais velho que ela. Quando lá chega, Vinnie está na cama com a sua melhor amiga Stella, Holly sai porta fora, humilhada, e decide ir trabalhar, não quer dar à mãe o 'gosto' da vitória. No caminho para nenhures, os seus 'ataques' de infância voltam, Holly ouve vozes, e vê o que não pode ser real. Segue caminho e encontra um colega da escola, Ed Brubeck, que a ajuda e lhe dá algum dinheiro, mas mais uma vez, Holly tem visões bizarras, e enquanto o rapaz dorme ela foge. Arranja trabalho numa quinta, na apanha do morango, corre tudo bem, mas daí a alguns dias, Ed aparece e dá-lhe uma má notícia, Jacko, o irmão de 8 anos de Holly, despareceu. Este é o 1º relato do livro , seguem-se outros centros de ação, que aparentemente não estão relacionadas, mas evidentemente que estão. A ação decorre entre 1986 até 2048, alguns dos personagens nunca morrem, são imortais.


Uma excelente, senão magnífica leitura  sobrenatural. O autor escolheu Holly Sykes como protagonista, mas a verdadeira história é a de outros personagens que se mantêm imortais, personagens  que de início não se dão a conhecer. A trama é fabulosa e muitíssimo complexa (tirem apontamentos de quem é quem), a escrita é magnífica mas viciante, o humor é constante. A escrita não é linear, tem vários narradores, entre eles , alguns dos imortais ( vamos chamar-lhes assim). É fabuloso ver o percurso de vida dos mortais e imortais , como as suas vidas, que de início nada têm em comum, se vão cruzar, e inter-ligar, como alguns fazem pactos de vida e outros fazem pactos de morte (estou a simplificar para tentarem entender alguma coisa). O mundo criado por Mitchell é , no mínimo, Espetacularmente fabuloso, mundo esse que é o nosso. 5 estrelas é pouco, eu daria 10.