Sun 3

sábado, 20 de fevereiro de 2016

O Herói das Eras (parte 2)

Vin está encurralada numa cela de pedra, não pode usar a alomância. Elend está do lado de fora, a fazer o cerco à cidade de Fadrex, sabe que Vin vai conseguir fugir. 
Ruína manipula Vin, sempre manipulou, desde que ela nasceu...o brinco que ela usa é um espigão, daí ela ter o poder que tem.....



Um final brilhante para a trilogia, mais uma versão de Génesis, (um trecho da Biblia,) brilhantemente recriado e restrutruturado por Sanderson. Uma narrativa bastante complexa para ser YA. Neste último livro, o papel de Vin é mais pacífico, de qualquer maneira o seu desempenho vai ditar o destino do mundo. Elend , por sua vez, é um personagem 'dispensável', ou seja, tem um papel menor na trama, o que é genial por parte de Sanderson. Elend sendo Imperador do mundo existente, não  consegue mudar o rumo dos acontecimentos, nem tão pouco a sua existência é relevante para o que quer que seja. Perceberam o que Sanderson quis dizer, certo???

A eterna luta do bem e do mal, mas lá está, onde começa e termina o 'bem', onde começa e termina o 'mal'?? Este tema é genialmente tratado por Sanderson, não dando resposta, pois não há resposta possível.Também, fiquei sem saber quem é o Herói das Eras, o que foi mais uma vez genial por parte de Sanderson, foi Kelsier ou Vin? não sei, e na minha opinião não foi nenhum dos dois e foram os dois, esta dualidade ao longo de toda a obra é realmente brilhante. O fim de tudo é o início de outro todo, outro herói das Eras (quem sabe) já está no poleiro, para dar seguimento a mais uma 'etapa humana', e provávelmente para no fim do tempo fazer o que estes fizeram e voltar ao início dos tempos. Foi brilhante, Sanderson é Brilhante. 10 estrelas.

O Som do Silêncio

Yasmin e sua filha Ruby (criança de 11 anos, surda), estão de partida para o Alaska, receberam uma má notícia. Matt  (marido de Yasmin e pai de Ruby), morreu numa explosão, na pequena aldeia onde estava hospedado a filmar  a vida selvagem do Ártico. Yasmin tem um pressentimento que Matt não morreu, havia outra mulher(há sempre :0) uma tal Corazon, que ele tinha conhecido na aldeia do Alaska. Yasmin quer ver com os seus próprios olhos quem é essa mulher, quer mostrar a todos que Matt está vivo.


Uma boa leitura, sem dúvida, bem estruturada e com algum suspense. As descrições das paisagens são fenomenais, tal como a explicação simples dos fenómenos das 3 luas e da aurora boreal. Quero salientar, que ao contrário das paisagens , a autora não descreve os personagens, o leitor só sabe que Yasmin é uma mulher lindíssima e elegante, Ruby é surda e frágil e assim por diante, descrições físicas  detalhadas não existem, e por sinal, não fazem falta. A história é contada por Ruby na 1º pessoa e pelo narrador. A narrativa tem um bom ritmo, mas perde um pouco quando a autora, alterna o presente com as cenas do passado de Yasmin  e  Matt, que por sinal também ( na minha opinião) não fazem lá grande falta, quebram o ritmo e a progressão da leitura. O fim também foi 'fraco' digamos, a autora podia ter escrito algo mais sofisticado. Ainda assim gostei bastante. 3.6 estrelas

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

King of Thorns

Jorg Ancrath, vingou a sua mãe e irmão, assassinou o seu tio Renar e tomou o castelo para si, auto-proclamou-se Rei. Este 2º livro começa com o casamento de Jorg, agora com 18 anos, mas o autor reconta o que aconteceu 4 anos antes, o que deixa o leitor um pouco confuso. Jorg é um mercenário assassino e violador,fez um pacto com as trevas e consegue derrotar exércitos, nada o detém, mata o que estiver pela frente, homens, mulheres e crianças.


Aqui está um livro que foge ao convencional, o 'Herói', é um violador assassino. A escrita é correta mas muito confusa. Não entendi, como esta distopia funciona, não entendi como algures no futuro, existem trolls, espectros e zombies. O mundo criado é o nosso, e não entendo como surgem estas criaturas ou como o mundo chegou ao que chegou. O autor não dá explicações e no decorrer da narrativa, vai acrescentando personagens que caem ali de para-quedas, deixando o leitor ainda mais confuso. Acrescento ainda o facto de Jorg  ter poderes mágicos, é por isso invencível, mais uma vez não é explicado ao leitor a origem destes poderes. Dá a impressão que o livro foi escrito aos soluços: ora agora acrescento isto, ora agora acrescento aquilo. A ação é única e totalmente preenchida com Jorg (o monstro), eu diria até OBSSESSIVA. Não há beleza neste livro leitores, é tudo negro e sombrio. O personagem principal, não tem qualquer sentimento por ninguém ou por nada, as ações dele são surreais. 2.5 estrelas pela escrita 

O Renascido

Hugh Glass  parte com alguns homens para uma expedição, todo o cuidado é pouco , pois o território tem várias tribos  de indios. Depois de terem acampado, Hugh ouve um ruído, um pisar de ramos secos, pensa que é um indio, mas engana-se, é uma ursa cinzenta que o ataca e o rasga todo, crânio incluido. Hugh conseque disparar um tiro, os homens vêm ver o que se passa e deparam-se com Hugh quase morto. A expedição não pode parar, dois homens voluntariam-se para ficar com Hugh, até este morrer, e o resto segue caminho. Hugh não morre, pelo que os dois 'voluntários' lhe tiram os pertences e fogem ao encontro dos outros, afirmando que Hugh morreu.

Mais uma história de indios e cowboys, tem uma boa narrativa, mas descritiva demais, tornando-se por vezes aborrecida. O que ao principio eu julguei ser uma história de vingança, não passou de um relato de sobrevivência de Hugh Glass (uma história verdadeira). O autor não concluiu a história, ou seja Hugh não se vingou e a história ficou um pouco 'à deriva'. No fim é explicado ao leitor alguns pormenores, pouco rigorosos da história verdadeira, o autor podia ter elaborado melhor a estrutura do livro, pois a conclusão e o ponto alto seria a tal vingança, que nunca aconteceu.3 estrelas

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Crown of Midnight

Celaena Sardothian, é a Campiã do Rei, ou seja, a assassina contratada. Neste 2º livro, é-lhe dada uma lista de pessoas a 'abater', e Celaena cumpre à regra ,entregando as cabeças dos alegados 'inimigos' do rei. Nas catatumbas do castelo de Vidro, a assassina encontra provas que lhe permitem descobrir o plano diabólico do rei. Mas o inesperado acontece, a princesa Nehemia é brutalmente assassinada e em seguida esquartejada. A partir daqui Celaena dá a conhecer quem realmente é...uma máquina de matar, um monstro, um ser do outro mundo, Celaena é invencível. Através do livro 'The walking Dead', a assassina sabe finalmente quem é, Dorian não assiste à sua transformação, mas Chaol vê o que Celaena é, quando atravessa o portal para o outro mundo. Tem medo por ela, elabora um plano, o rei aprova e Celeana vai ter de viajar até Wendlyn , executar os reis e anexar o território.

Neste 2º livro a autora explica o comportamento de Celaena no 1º livro, aqui ela deixa de ser a menininha bonita, para se tornar uma máquina mortífera e invencível. Uma história brutal e muito bem concebida. Não  há uma única página aborrecida, a trama desenvolve-se a um ritmo excelente e os twists sucedem-se. O mundo criado por Maas é excelente e original, a evolução de Celaena é brutal. 5 estrelas


Quando as Estrelas Caem

Tarver Merendsen  e Lilac LaRoux, estão a bordo da nave Ícaro. Ele um simples oficial ela uma menina rica. Acontece o quase impossível, a nave cai num planeta que está ali perto e os dois sobrevivem, e lá vem o tal romance do menino pobre que se apaixona pela menina rica, e vice-versa.

Posso dizer que este foi um dos piores livros que li em toda a minha vida. A escrita é tipo; matriz das oficinas de escrita, ou seja, originalidade e talento são inexistentes, é zero. A história é básica e desinteressante, o cenário escolhido foi uma nave espacial, mas poderia ter sido um castelo, uma casa, um ilha paradisíaca, que o resultado seria o mesmo. A autora não conseguiu dar credibilidade ao cenário futurista, pois os seus conhecimentos sobre alta tecnologia e outras matérias sobre o cosmos, são medíocres, ou para ser mais precisa, são nulos.  0 estrelas.

The Golem and the Jinni

Chava é uma mulher feita de barro, criada por um rabi (que navegava pelas teias do ocultismo) a pedido de um homem de negócios, que iria mudar-se para Nova York . Na viagem para o destino, o homem morre, ficando assim a mulher de barro, à deriva ,acabando por desembarcar sozinha em N. York.

Em N. York um artesão sirio, ao esfregar um frasco antigo, liberta um génio aprisionado por um feiticeiro beduíno. Depois o génio conhece o golem ....

Uma leitura muito aborrecida, uma escrita correta, mas que nada me disse. Fantasia urbana que não me convenceu. Se não fosse a descrição do aprisionamento do génio no frasco, esta leitura apelidada de fantástica, nada tinha de fantástico. É mais um romance de amor, desta vez entre uma judia e um árabe, sendo ambos duas personagens mitológicas. A história desenvolve-se num ritmo extremamente lento, e falta e tal elemento de suspense, que leva o leitor a querer passar a página, é tudo muito previsível e desinteressante, não há uma frase 'bonita' em todo o livro, uma frase original que nós leitores gostamos de apontar e referir. 2.5 estrelas só pela escrita.