Sun 3

sábado, 26 de março de 2016

A Cidade nos Confins do Céu


A Cidade nos Confins do Céu” é um romance cativante que começa com a chegada de um forasteiro a Istambul, sem quaisquer posses exceto Chota, um raro elefante branco destinado à coleção de animais selvagens do palácio.

Um romance histórico, que nos conta a história de Jahan, um dos arquitetos ao serviço de Sinan. A escrita de Shafak, é magnífica, levando  o leitor pela mão, até ao submundo do Império Otomano. A narrativa é riquíssima, parecendo até que estamos dentro do livro, a cheirar as maravilhosas fragâncias do médio oriente. O ritmo é um pouco lento, pronto matem-me, e por estranho que pareça, não gostei dos personagens (matem-me outra vez). O livro , a narrativa assim por dizer, pareceu-me desprovida de 'alma', ( matem-me pela 3º vez), não consegui entender os personagens, pareciam meras descrições, algo longinquas, não vos consigo descrever melhor, que não me cativaram. Parecia que estava a ler, por vezes, um capítulo da história. No entanto aconselho muito este livro, tem twists vários, e  a revelação de  segredos é maravilhosa. 4 estrelas

quinta-feira, 10 de março de 2016

Truthwitch

Safiya e Iseult vivem uma vida livre e sem preocupações, tendo já juntado algum dinheiro para comprarem um pequeno espaço, Safi decide ir jogar para ganhar o restante. Mas as coisas correm mal, Safi é uma truthwitch, ninguém a pode enganar, mas pelos vistos o azar ao jogo deixou-a sem dinheiro. Ela e Iseult têm um plano para reaver o lute perdido, mas as coisas correm mal, muito mal e de um momento para o outro as duas irmãs de 'aura' veem-se em fuga, perseguidas por tudo e por todos e com um futuro nada promissor...Safi é perseguida por Aeduan, um bruxo de sangue.

A sinopse é fraquinha, mas eu fiz de propósito, pois dizer mais que isto é spoiler. Posso dizer, que o mundo criado é regido pela magia, pelas diversas  categorias de bruxos e mágicos. A escrita e a história são viciantes, tal como o Trono de Video, os personagens são fascinantes e muitíssimo bem descritos. A obra está  bem estruturada, culminando com um cliff hanger. A escrita é inteligente e cuidada, mantendo sempre o leitor em suspense, com twists variados e muito inesperados, a autora contradiz assim o acontecimento 'previsível', o que é bem conseguido e deixando o leitor à beira de um ataque de nervos. O mundo fantástico poderia ter mais pormenor do que diz respeito às paisagens , ao modo de vida do povo que não tem magia. A escritora deu primazia ao pormenor físico e sentimental, o que funcionou bastante bem. Quanto ao triângulo amoroso...Não Existe. Ocorreu um pequeníssimo flirt entre Safi e o principe Merik, mas nada de especial. A personagem Iseult permanece um mistério,pois sendo uma thredwitch, não possui qualquer poder...aparentemente. 4.70 estrelas

Emperor of Thorns

Jorg prepara-se agora para ser pai...?!! Casou com a princesa Miana (ela com apenas 12 anos de idade). Jorg tem um pouco mais de consciência, pois continua com a matança , mas tem agora mais cuidado com os homens que lhe foram fiéis. Como podem ver na imagem, auto-coroou-se Imperador.


O 3º e último livro da trilogia, (finalmente) pouco ou nada adianta. A trama é lenta e aborrecida, sendo uma distopia, e tendo passado 1000 anos após a nossa civilização, os costumes não mudaram. Há papas, há terroristas, há miséria, há pobreza, já para não falar que voltámos às espadas e arcos com flechas. A escrita é inteligente e complexa, mas desinteressante, pois o personagem Jorg fala na 1º pessoa, e quando a história começou, o jovem com apenas 10 anos já tecia pensamentos filosóficos de homem adulto. Neste 3º livro o personagem principal não evoluiu, continua o mesmo mercenário assassino, com a sede de poder. As mulheres são praticamente inexistentes, sendo o seu papel só de parideiras e pouco mais. O livro é depressivo , mas intrigante, só me ocorre que o autor pode ter escrito uma metáfora da raça humana, onde o poder se toma à força, onde os menos afortunados continuam a ser menosprezados e onde a mulher continua a ser apreciada pelas duas mesmas razões : beleza e capacidade de ser mãe.2 estrelas

Children of The Blessing

Uma antiga profecia, ditou que os dois jovens Renn e Avaris, fossem os mensageiros dos deuses. Renn só pretendia ser agricultor e Avaris guerreiro. Para já têm que obedecer a um treino rigoroso, pois as 'dark forces' não perdoam.

A premissa prometia, mas a premissa não cumpriu. A uma narrativa desinteressante e pobre, juntam-se a história e a trama igualmente pobres.Começando pela espaçamento  exagerado entre linhas e parágrafos, o autor em apenas 4 folhas, não se conseguia decidir , pela denominação que o pequeno Renn deveria dar a seu pai, utiliou três portanto; father, dad e da, então em qual ficamos S. Morris???

Uma narrativa aborrecida , com uma escrita pobre e pouco correta. A trama não desenvolve, a estrutura é incoerente. O vocabulário não é cuidado e o tema do antigo e mitológico continenete da Lemúria é banalizado e pior ainda é 'deslocalizado e americanizado '. Uma escrita pouco inteligente e ignorante por parte do autor. 1 estrela.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Queen of Shadows



Aelin volta a Rifthold, Rowan ficou em Wendlyn. Aedion foi preso , está encarcerado e gravemente ferido nas masmorras por baixo de castelo de vidro. A 1º prioridade de Aelin será libertar Aedion, seu primo e guardião desde a infância.

Dorian já não é Dorian, foi subjugado pelo rei seu pai e tem agora um príncipe Valg dentro de si. Chaol revelou-se um cobarde e fugiu, deixando Dorian ao seu destino.


Mais uma leitura de exelente qualidade, Maas surpreende mais uma vez. Há muito tempo que não lia uma série que me surpreendesse tanto como esta. Mass tem uma imaginação prodiginosa, as surpresas surgem a cada página virada, demonstrando uma escrita cuidada, inteligente e muitíssimo bem estruturada. Maas não deixa pontas soltas, as peças do puzzle encaixam todas em perfeita harmonia.A narrativa é  feita pela autora , mantendo os 3 plots simultâneos; a versão bruxas, a versão Aelin e a versão Dorian (agora perdido para um dos principes negros Valg).

Achei genial a autora ter ido buscar os personagens à mitologia irlandesa ( os Fae ou elfos) e as bruxas Baba Yellowlegs (Baba Yaga) à mitologia da europa de leste. A escrita é simples e fluida, mas não tem descrições maravilhosas das paisagens (ponto negativo), os Fae não sendo humanos têm muitos sentimentos humanos, o que não é original nem convincente (outro ponto negativo). Acho que as diferentes raças não humanas, são muito 'humanizadas', mas este é um problema geral da escrita fantástica, comum a todos os autores. Outro ponto  negativo na escrita de Maas: as frases com vocabulário arcaico, misturam-se com frases do século 21, portanto a escrita não é consistente. Tudo o resto é fabuloso, estou completamente viciada nesta série. 5 estrelas 



A Filha Desaparecida


As horas passam ,e Naomi não voltou do ensaio da peça teatral que está a preparar na escola. Jenny sua mãe, desespera, será que Naomi ficou em casa de uma amiga??? Jenny, médica num posto de saúde local, casada com um neurocirurgião, começa a desesperar, Naomi não voltou para casa, o dia amanheceu e Naomi não dormiu em casa...

Tendo em consideração a sinopse, tudo indicava que iria ser uma boa leitura, mas não. A autora mantém um ritmo lento e desinteressante, o livro começa com : 'um ano depois', ora, o leitor sabe logo à partida que a jovem de 15 anos não apareceu. O presente, alterna com passado e aqui não funciona, pois o presente é uma leitura aborrecida, com pormenores da vida de Jenny, que não interessam minimamente a ninguém. 

A escrita é agradável, não é magnífica nem deslumbrante, e até mantém uma 'atmosfera' escura e depressiva, porém, a autora não estruturou bem a trama, tornando-se assim uma leitura monótona e desinteressante. A história desenvolve-se muito lentamente, tendo a autora guardado tudo para as últimas páginas. Pior ainda, o leitor fica sem saber se Naomi era a tal jovem que fugiu com a caravana dos ciganos. A trama é surreal, pois uma jovem grávida de um colega de turma, não iria fugir e adotar uma vida de cigana.

Há também incoerências  na narrativa, Naomi contava tudo à mãe, então de repente deixou de contar e fugiu de casa??' A relação com o pai também era normal, portanto a família funcionava bem, e o leitor fica sem saber a razão da fuga de Naomi.
Jenny ( a mãe) na sua 'dor e preocupação' com o desaparecimento da filha, deita-se com o detetive?!! tal era o desgosto....o livro está classificado como thriller e eu pergunto, quem é que foi assassinado??? 2 estrelas.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Heir of Fire

Celaena chegou a Wendlyn, terra mítica dos Fae e das histórias  fantásticas dos trovadores. Mas a assassina vai ter que matar os reis, é para isso que lá está. Deambula pelas tavernas, mete-se em lutas e confusões, rouba para comer. Dos telhados das casas onde vive, vê o Rei, fica chocada com a sua bondade e com o amor que o povo tem por ele. Celaena pressente que alguém a observa, e quando menos espera, Rowan, um Fae, vai ter com ela e leva-a à presença da raínha dos Fae...Maeve a maldita, e sua própria tia...afinal não é mito, os Fae existem. 

Mais uma leitura excelente, Maas surpreende pela positiva, o ritmo da narrativa continua rápido e a sequência da trama é excecional. A progressão de Celaena , agora Aelin, é Brutal,  o leitor tem perfeita noção de quem ela foi, porque agiu como uma criança de 10 anos e porque se tornou na assassina que é. 

A autora mudou a estrura da trama, de um plot, passou para três, juntando agora o universo das bruxas e dragões. Assim dito parece uma história pateta e infantil mas não é, a revelação de quem Celaena é, e no que se vai tornar durante este 3º livro é brilhante. Todos os segredos dos primeiros livros são agora aqui revelados, para assim a autora 'matar Celaena' e dar vida a Aelin. O tal triângulo amoroso, ruiu, Chaol e Dorian, vão certamente ficar para trás, pois surgiu Rowan, um fae, tal como Aelin aka Celaena. A escrita não é brilhante, mas é bastante boa, as descrições das paisagens e do mundo criado são escassas, dando a autora preferência à descrição das aptidões físicas, essas sim são pormenorizadas demais , mas pronto é um mal menor. 

Pormenores da escrita :

1- tem elfos e dragões ? Sim
2- Tem um herói/ heroína jovem que vai salvar o mundo?? Sim
3- tem um poema ou carta escrito com uma letra diferente?? Sim
4- os personagens falam em vários idiomas? Sim
5- luta entre forças do bem e do mal? Sim

Parabéns, Sara Maas é uma Tolkiana. Estamos perante uma fantasia como manda a regra. 
Pontos negativos desta fantasia: os idiomas, a autora é linguísta??? percebe alguma coisa de idiomas?? Não, então não deveria ter escrita certas palavras num idioma que ninguém conhece, é ridículo e arrogante.
Raças não humanas, os Fae, ou melhor os elfos, por que é que os não humanos reagem como os humanos??? Outro ponto negativo para as fantasias, não é humano , não pode reagir como os humanos é ridículo e não tem originalidade. Foram estes os dois pontos negativos da obra, de resto adorei a história que em nada se parece com o mundo criado por Tolkien. 5 estrelas.