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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A Filha Desaparecida


As horas passam ,e Naomi não voltou do ensaio da peça teatral que está a preparar na escola. Jenny sua mãe, desespera, será que Naomi ficou em casa de uma amiga??? Jenny, médica num posto de saúde local, casada com um neurocirurgião, começa a desesperar, Naomi não voltou para casa, o dia amanheceu e Naomi não dormiu em casa...

Tendo em consideração a sinopse, tudo indicava que iria ser uma boa leitura, mas não. A autora mantém um ritmo lento e desinteressante, o livro começa com : 'um ano depois', ora, o leitor sabe logo à partida que a jovem de 15 anos não apareceu. O presente, alterna com passado e aqui não funciona, pois o presente é uma leitura aborrecida, com pormenores da vida de Jenny, que não interessam minimamente a ninguém. 

A escrita é agradável, não é magnífica nem deslumbrante, e até mantém uma 'atmosfera' escura e depressiva, porém, a autora não estruturou bem a trama, tornando-se assim uma leitura monótona e desinteressante. A história desenvolve-se muito lentamente, tendo a autora guardado tudo para as últimas páginas. Pior ainda, o leitor fica sem saber se Naomi era a tal jovem que fugiu com a caravana dos ciganos. A trama é surreal, pois uma jovem grávida de um colega de turma, não iria fugir e adotar uma vida de cigana.

Há também incoerências  na narrativa, Naomi contava tudo à mãe, então de repente deixou de contar e fugiu de casa??' A relação com o pai também era normal, portanto a família funcionava bem, e o leitor fica sem saber a razão da fuga de Naomi.
Jenny ( a mãe) na sua 'dor e preocupação' com o desaparecimento da filha, deita-se com o detetive?!! tal era o desgosto....o livro está classificado como thriller e eu pergunto, quem é que foi assassinado??? 2 estrelas.

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